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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

A sociedade que eu quero viver

Hoje acordei apolítico. Não quero saber de política hoje. Não quero saber do meu país geográfico e nem do meu país histórico.

Hoje acordei me perguntando "que sociedade eu quero ter para mim amanhã?". Concluí sabiamente que não verei, nem meus filhos e nem meus netos, a sociedade que eu quero ter para mim.

Precisa, meu país, mudar muitos caminhos e encontrar outras soluções através de atitudes, sociais e políticas. Isso não acontece de uma hora para outra.

Estamos vivendo agora um período crítico de transição invertida. Vivemos a transição do ruim para o pior. Vivemos numa sociedade onde não há escrúpulos e a democracia apregoada não se parece com a democracia desejada por mim para eu viver nela, sei, contudo, que falta-me tempo para conhecer a democracia que me apregoam nas tribunas e nas imprensas.

Temos três poderes apodrecidos por máculas colonizadoras. Nascemos e vivemos estudando estereótipos de grandezas carimbadas pelo "para mim tudo". Os nossos homens da lei trazem suas concepções formatadas por bancas de salas de aulas e exemplos domésticos. A corrupção grassante em nossos dias não é nada mais, nada menos que a corrupção ensinada aos nossos pais por nossos avós, e a nós, por nossos pais.

Quando nos prometiam presentes se passássemos de ano; quando nos prometiam praia aos domingos se durante a semana não aprontássemos, estavam fazendo conosco a mesma política da barganha nas diversas licitações legais. Eramos corruptos e corruptores, sem saber que praticávamos uma politica corrupta.

E com esta formatação personalística, nossa sociedade foi formada, foi construída, foi consumida e está sendo consumista desta sociedade.

Há um jargão no mundo político "ninguém oferece um almoço de graça". Ninguém oferece um cargo de graça.

Quero viver numa sociedade onde os três poderes alicerces da democracia sejam livres de influencias. Os cargos comissionados são caminhos abertos para a corrupção. Temos o Supremo Tribunal Federal como o Olimpo da justiça. Todos os ministros deveriam ser concursados e não indicados. A indicação cria vínculos com quem indicou, é factível, é real. Para acabar com a parcialidade diretiva, finda-se as nomeações e passar a promover capacidade técnicas e intelectuais dentro de cada organismo.

Pensando assim, não alijo e nem incluo como corruptor e corruptivo, esse ou aquele partido; este ou aquele nome. Os cargos de confiança precisam ser abolidos da administração publica, sendo transformados em conquistas.

Para isso, é preciso reinventar a educação através dos currículos escolares, sociais e políticos de nossa sociedade. É preciso criar uma sociedade liberta dos ensinamentos de que "só é bom para muitos se for melhor para mim". É preciso desvincular as hipocrisias dos oportunismos. Remodificar as agendas sociais e culturais sem as utopias das cotas. Quero uma sociedade onde o negro seja julgado pela capacidade e se o branco é incapaz, que seja alijado até capacitar-se. Na sociedade que quero viver, e não viverei, pois, não terei tempo no tempo para alcança-la, não haverá conluios e nem conchavos, nem picuinhas entre os meus dirigentes, pois, probos, eles se sustentarão nas virtudes, nas capacidades e nas sabedorias.

Só há um caminho para o meu país se transformar na sociedade que eu quero viver. O caminho da educação. Não é o caminho de construir prédios destinados a ensinar e não capacitar o ser humano. Não é formular estatística para saber quem mais fez, quem menos fez... Eu preciso que os meus dirigentes ajam em prol de uma causa... O crescimento do homem. Antes de difundirem-se por todos os cantos, faculdades e universidades, difundam salas de separar sílabas e contar números. Antes de construírem Centros Tecnológicos, construam salas de aulas onde o homem aprenda a ler, entender e interpretar, não para prestar vestibular, mas, para capacitar-se quando adentrar uma sala das tantas faculdades e universidades existente por aí.

Quero para mim uma sociedade não utópica, não avacalhada por lições pedagógicas sem metodologia. Na sociedade que quero viver votarei no homem pelo seu projeto e não pelo partido que me beneficiará com benesses.

É difícil transformar a mentalidade do meu país, principalmente quando as cabeças que podem modifica-lo não tiram de suas cabeças a desculpa de que "a culpa é da nossa colonização".

Nossa república tem exatos 126 anos, ou seja... Quatro gerações. Não tivemos tempo ainda de sair do tempo de colonia? Viveremos agregados à esta desculpa, até quando?

Eu quero para mim uma sociedade que não terei tempo de conhecer, mas, que conheçam esta sociedade, os brasileiros de amanhã.





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