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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Premonição realística... Que eu esteja errado.

Vejo a passagem de ano como a passagem de um dia sobre outro.

Vejo pessoas se empenhando para ter roupa branca, comprar espumantes fingindo ser champanhe, fartar mesas e aparadores com guloseimas; separar CDs com músicas estrondosas; convidar amigos e parentes, muitos que durante o ano, passarão anônimos.

Crentes ou não crentes, das ideologias religiosas trazidas da África, correm às praias, com flores e disposição para saltar ondas em homenagem aos deuses dos mares. Crentes ou não crentes das ideologias etéreas, erguem mãos e olhares para o céu, esquecendo muitos, suas condições ateias e mesmo sem inflamar pedidos a deuses, inconscientemente imploram graças a deuses.

Toda passagem de ano é assim, a superposição de um dia sobre outro, com a diferença desse dia ser a transposição de um ano para outro. Esse fato parece suscitar nas pessoas, ampliações de euforia, como se amanhã não fosse a continuidade dos problemas de hoje.

Haverá queima de fogos, queima de drogas, queima de propósitos, queima de realidades... É o réveillon, um nome francês trazido para nossa sociedade, incompetente para definir, ao menos, uma festa que pode ser nossa.

Amanhã será outro dia, será outro ano, mas, amanhã teremos os mesmos problemas, as mesmas dívidas, as mesmas incertezas, as mesmas buscas. Em algumas universidades, por causa do corte da verba para a educação, cursos serão cancelados, especializações serão excluídas, aprovados em vestibulares não conseguirão matricular-se por suspensão de créditos.

Amanhã será outro dia, será outro ano, mas, amanhã, doentes não serão atendidos nos hospitais, que fechados por falta de gaze e esparadrapo não podem costurar corpos feridos por balas e facas nos festejos da passagem do ano; mulheres parirão em calçadas de maternidades, que manterão suas portas fechadas por falta de pagamento aos funcionários; o governo, numa ação extraordinária, pagará às crianças nascendo com atrofias no cérebro um salário minimo vitalício, como se com isso queira esconder... Esconder o quê? Que não foram mosquitos os causadores das atrofias dos cérebros destas crianças?

Amanhã será outro dia, será outro ano, mas, amanhã continuaremos com os três poderes da república contaminados pelo alijamento da democracia em nossa democracia. Os cargos públicos de influencia e estratégica, não serão ocupados por merecimentos técnicos e profissionais, mas, por interesses escusos. Os Ministros da Suprema Corte de Justiça não chegarão lá por justiça, e sim, por investimento.

Amanhã será outro dia, será outro ano, mas, amanhã continuaremos contabilizando nas estatísticas mortos por balas perdidas; homens saindo de casa sem a certeza de retornar, como era no tempo da ditadura, e falamos nós das atrocidades cometidas pelos militares invadindo "aparelhos" em nome da democracia... Qual a diferença hoje, já que culpados e inocentes são sucumbidos por militares fardados quem nem precisam invadir "aparelhos"?

Amanhã será outro dia, será outro ano e o brasileiro explodirá espumantes, e beberá como se fosse champanhe e gritará ao mundo "FELIZ 2016!", mesmo sem saber o que lhes esperam em 2016.

Amanhã será outro dia, amanhã será outro ano, mas, amanhã não teremos dinamitado a pior recessão que o país já viveu, superando inclusive a da década de 30; não excluiremos da miséria a miséria criada artificialmente pelo governo PT em quatro mandatos de loucuras e traições.

Amanhã será outro dia, será outro ano e tudo amanhã continuará igual como é hoje, e muitos dirão quando bater o badalo do sino da Sé, na sua ultima badalada desse ano... "Tudo será diferente!".

E tudo continuará igual, como era no ano que passou, no dia que passou.

Que eu esteja completamente errado, que eu esteja completamente ignorante e que meu país em 2016 seja exatamente o contrário de tudo isso que escrevi inspirado numa premonição realística.






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