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Nylton Batista

[ Nylton Batista ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

 

A praga do século

O personagem não é novo na vida brasileira, mas só na segunda metade do século passado que, saindo dos laboratórios e meios científicos, seu nome se popularizou, tornando-se conhecido mesmo entre pobres. Mas, se seu nome era desconhecido, sua ação era devastadora, não se permitindo brincar com sua pequenez física, porque o que ele faz comprova o ditado popular de que “tamanho não é documento”. O pequeno no tamanho e gigante nas maldades contra a espécie humana é o popular “mosquito da dengue”, pomposamente batizado Aedes aegypti, como é praxe, entre seres viventes, receber nomes complicados nos círculos científicos. 

O raio do mosquitinho sem vergonha, além de doenças, gera polêmica até no nome! Alguns pronunciam “edes egipti” (pronúncia em Latim), outros “aedes egipti” (pronúncia mista latim/grego). No primeiro caso “aedes” significa “edificação” ou “edifício” e o nome do mosquito em Português seria algo como “edifício do Egito”; no segundo caso o “aedes” significa “odioso”, “desagradável”, “incômodo” ficando o nome em Português parecido com “odioso do Egito”. Está aí explicado, em rápidas palavras, o nome do tão temido inseto, pequenino, porém capaz de abalar a presunçosa crença de que o homem é o “dono do mundo”. 

Até agora, não se conseguiu meio de dominá-lo! Também como o ser o humano, o mosquito tem suas manias. Segundo literatura sobre o assunto, o xexelento tem pelo menos uma norma de higiene, pois prefere água limpa, onde botar seus ovos, mas que não se iludam os humanos, porque na falta da limpa, os ovos são depositados em qualquer água. Não é dito o porquê disso, mas desconfio que o sacripanta intui sobre a maior probabilidade de os ovos se conservarem em meio mais limpo, no caso de a água secar, coisa muito fácil em depósitos diminutos. É incrível, mas os ovinhos, não eclodidos (que não produziram novos mosquitos) dentro de mais ou menos uma semana, têm a propriedade de se conservar por mais de um ano, agarrados nas bordas dos recipientes.  Imagine-se quantos deles ficam a aguardar o momento propício, na temporada seguinte, para gerar mais mosquitos. Se todos os mosquitos fossem mortos (se possível fosse), ainda assim, na primeira oportunidade, surgiriam outros milhões para dar continuidade à “obra” da espécie. Se existe diabo, o Aedes aegypti é o próprio! Desse jeito não é hoje e nem nunca que essa praga será dominada. Êta mosquitinho da moléstia! – como diria o nordestino, mas aqui corrigido para o plural, “moléstias”, pois como polivalente não é pouca porcaria, não!

Outra mania dele: gosta de picar durante o dia, em silêncio, sorrateiro como convém ao covarde, ao contrário do pernilongo comum, que prefere agir à noite e “avisa”. Mas o curioso mesmo, segundo os entendidos, somente as fêmeas picam e sugam o sangue, preferindo sempre homens (faz sentido). Os que picam mulheres devem ser homoafetivos; tá na moda! O safardana – mais um epíteto entre os muitos merecidos – é, como já dito, polivalente nas maldades e desgraça geradas entre humanos, sendo a dengue a mais conhecida, alcançando todas as classes sociais. 

A princípio, a doença não apresentava características tão graves, destacando-se entre os sintomas o corpo mole (daí o nome dengue). O danado do mosquito gostou do que fez, mas resolveu aprimorar-se, produzindo então outros tipos de dengue, chegando até a hemorrágica, que pode matar. E não parou por aí! Como dito, o Aedes aegypti deve ter gostado, porque os humanos não conseguiram combater a nova doença, ao contrário do que se fizera com a anterior. Sim, no ambiente urbano, o pilantra já havia produzido a febre amarela, mas esta foi erradicada mediante vacina. Registre-se que, no ambiente silvestre, o vetor da febre amarela é outro mosquito, ficando a infestação nos centros urbanos, “a cargo” do Aedes aegypti, talvez por ser este mais chegado às cidades, onde pode estar mais perto do maior número de humanos. 

Em 2010, depois de tanto atormentar vitimas, governo, profissionais da saúde e cientistas, o famigerado Aedes Aegypti trouxe, do exterior, a febre chikungunya, moléstia bem parecida com a dengue, porém acrescida de inflamação, dores e inchaço nas articulações. Mas, o saco de maldades do Aedes aegypti sempre tem novidades, à semelhança da cartola de mágico; quando menos se espera, de lá de dentro ele tira outra doença para os humanos. Mais recentemente, ele trouxe, também do exterior, o zika vírus, completando a tríade com a dengue e chikungunya. Para completar o quadro, descobre-se agora que o zika vírus tem afetado bebês em gestação, causando-lhes a microcefalia, que impede o desenvolvimento do cérebro.

 Será que com tanta ciência, tanta tecnologia e tanto empenho em conquistas, o ser humano vai perder para esse mosquitinho porqueira?





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