-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Religião Outras
 
Jorge Hessen

[ Jorge Hessen ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Jornalista, professor e historiador (licenciado pela Unb) articulista e palestrante.

 

Palavrões

Filólogos divergem quanto à classificação das palavras de baixo calão e de suas acepções entre ofensivas ou populares. Uma palavra de baixo calão (palavrão) é uma expressão que diz respeito ao grupo de gíria e, dentro desta, apresenta reles, impróprio, afrontoso, grosseiro, obsceno, agressivo ou depravado sob o ponto de vista de alguns conceitos religiosos ou estilos de 

Uma simples palavra, quando proferida nas ocasiões “certas”, seja ela de estímulo ou de desestímulo, provoca indícios, em quem ouve, de que pode reagir, positivamente, e modificar a sua maneira de pensar sobre determinada circunstância da vida. Por outro lado, a mera palavra pronunciada em momento “inadequado” pode ser motivo de grandes dores 

A recente publicidade das “escutas” telefônicas pela justiça brasileira tornou público múltiplos conteúdos constrangedores de algumas autoridades. O que nos prendeu a atenção foram os diálogos mantidos através de um festival de palavrões totalmente inaceitáveis nos vocábulos de quaisquer representantes do povo (prefeitos, governadores, ministros). Tais personagens que xingam (com palavrões) ignoram que estão transgredindo o artigo 140 do Código Penal.

O costume do “palavrão” carrega a sua influência, complexidade e contra-senso. Como expressão do empobrecimento moral a palavra depravada (palavrão) é interdita em todas as instâncias ajuizadas, mas em vez de evitá-las, como recomenda a elegância social, são usadas repetidamente. As palavras de baixo calão são associadas à exaltação ou frustração e por vários outros pretextos nas diferentes circunstâncias de relação social. O uso do palavrão, ao invés de resolver crises emocionais, pode remeter às barras da justiça e ainda trucida a saúde espiritual do seu autor. Qualquer palavra de baixo calão é um despautério verbal e é crime. Xingar denota descompostura nas interações pessoais e sanciona a restrição ética de quem xinga.

Muitas pessoas creem que o xingar é, “apenas”, uma resposta instintiva para algo doloroso e imprevisto como, por exemplo, bater a cabeça na quina do armário, uma topada inesperada em algum obstáculo ou ainda, quando nos vemos diante de alguma frustração ou aborrecimento. Esses são os momentos mais comuns de as pessoas apelarem para as expressões de baixo calão, e muitos pesquisadores acreditam que eles “ajudam” a aliviar o estresse e a dissipar energia, da mesma forma que o choro para as crianças. Obviamente não aprovamos tal argumento que por si só é astucioso.

Que de nossa boca sejam, apenas, emitidas palavras voltadas ao bem, à harmonia e à paz. Para esse imperativo, devemos intensificar a disciplina e o treinamento verbal constante, pois que na vida social estamos viciados a lidar com a expressão verbal muito levianamente. Lembremos, porém, que sempre seremos responsáveis pelas consequências, diretas e indiretas, das palavras que proferimos a esmo.

Pessoas sóbrias no trato com o próximo não se expressam de forma vulgar, pois fazem uso, unicamente, do verbo elevado. Portanto, extinguir o lixo mental é importante decisão para prosperarmos na ciência da boa conversação. As palavras são os reflexos dos pensamentos; quando pensamos com bondade e compreensão, é isso que nossas palavras refletirão.







Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: Intersexualidade, o ser humano não se reduz à morfologia de “macho” ou “fêmea” ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: O orador espírita deve rejeitar plágios e ribaltas circenses ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: A prece ( Religião Outras - Jorge Azevedo )

:: Tatuagens estigmatizam a alma? ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Coerência da Lei Divina ante a reencarnação ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: “Fogo fátuo” e “duplo etérico” - o que é isso ? ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Algumas ideias que Einstein fazia sobre Deus ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: “Mediúnica” aberta ou fechada? ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Destino e a opção pelo caminho certo ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Caiu do avião, do paraquedas, do arranha céu e não faleceu – “milagre”? ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Sempre pela conservação da vida ante a moléstia delongada ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Vida inteligente só existe na Terra? ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Espiritismo e medicina - Caminhos para terapêutica dos distúrbios mentais ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Solidariedade ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Eu perdoo ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Felicidade ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Prece e desígnio de Deus ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Espíritos afins ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Incestos ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Os bam bam bans ( Religião Outras - Jorge Hessen )
 
 
LiveZilla Live Chat Software

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo