-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Crônicas e Poesias
 
Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Valsando no reino da França.





Vastas cabeleiras, bailam no salão,
homens em saltos, altos homens
de baixa estatura, rodopiam damas
em rodados vestidos e joias,
parece festa, é festa em terras de reis
na antiga França que me abrasa.

Rodopiam princesas entre vassalos
pomposamente vestidos para a noite,
a noite avança sob os aplausos
de notas que se chocam nos cristais
de candelabros gigantes, o rei sorri,
flerta com a condessa sem conde.

Bêbado dorme numa poltrona o consorte
chegado na manhã de ontem empoeirado,
vestiu-se dourado sobre o vermelho,
trajou veludos sob rendas brancas,
brame a espada ao chocar-se no chão,
passos de valsa pelo imenso salão.

Onde está a rainha, nascida na Áustria,
que não está no salão rodopiando
nas mãos do duque que teve a sorte
de tê-la em sua cama na tarde, arde
os olhos do rei, a fumaça dos archotes
enquanto ele flerta a condessa sem conde.

Acaba a valsa, correm aos camarins
vestidos e saias rodadas, homens negros
desfilam vestidos de branco e penas
bandejas com taças de Murano
e espumantes de Champagne,
beijam-se escondidos em colunas, homens.

O rei levanta, cai o rei no tapete persa,
derrama sua coroa de ouro e rubis,
o cetro se parte aos pés da condessa,
com graça se abaixa, despe seus seios
aos olhos do rei, e o conde entregue
aos amores da baronesa, perde o que ver.

Retoma a orquestra, o rei de pé tira a dama,
o salão está vazio, dançando o rei o salão para
somente ele dança, desliza suavemente,
as mãos toma a cintura da condessa,
a rainha num canto observa e observada
pelo jovem duque se chegam e dançam.

Graciosidade nos pés da rainha, ela desliza,
o duque segura-a na cintura delgada,
para o rei e aplaude o duque e sua rainha,
aplaudem os súditos os aplausos do rei,
num gesto ele libera o salão, todos dançam
a rainha se aninha nos braços do duque.

A noite avança, avança a madrugada,
bêbado, dorme o rei sob o dorsel em jacquard,
a rainha dorme no quarto ao lado do rei
com o duque sem roupa, nua e desvairada,
o barão dorme no corredor com seu protegido
e cabeleiras são catadas pelos salões.

O reino amanhece em silencio, o duque corre,
desce vestidos as escadarias em Carrara,
adentra a carruagem e desaparece,
e quase correndo desce a condessa sem conde,
logo atrás o conde despenteado e o mucamo
sorridente e anestesiado pelo amor do conde.

Desaparece na alameda ladeada por carvalhos floridos
restos da festa que varou a madrugada na França,
a rainha se veste e se atira na cama do rei
que ainda dormindo abraça a rainha e sonha
com a condessa nua em seus braços e beija
a boca da rainha que enojada lhe empurra e cospe.

Como se nada do acontecido aconteceu,
recebe o rio ao final da tarde que chega,
embaixadores de outras terras distantes,
e todos elogiam a festa e presenteiam a rainha
que nem parece a fêmea nos braços do duque
enquanto o rei lascivo se entregava à condessa.





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: A obra poética ( Crônicas e Poesias - Luisa Lessa )

:: Finalidade de vida ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Adeus maledeta ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Com todo o meu amor ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Borras de café ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Mãe, não me espere para jantar ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Qual o Deus que lhe acompanha? ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Meu Céu ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Morena doce ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Prefiro ser teu ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Se o caçador não vai a montanha... ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: O dia que Deus passeou comigo de mãos dadas ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Serei professor ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: A lágrima e poça dágua ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Natureza enamorada ( Crônicas e Poesias - Luisa Lessa )

:: A despedida ( Crônicas e Poesias - Luisa Lessa )

:: Sutilezas do amor ( Crônicas e Poesias - Aparecida Ramos )

:: Lá de onde eu vim ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Ah se essas gentes um dia ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: É mais que amor ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )
 
 
LiveZilla Live Chat Software

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo