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Jorge Hessen

[ Jorge Hessen ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Jornalista, professor e historiador (licenciado pela Unb) articulista e palestrante.

 

A consciência não e escrava do cérebro


O pesquisador materialista afirma que a consciência humana (ou o espírito) é resultante exclusivo das funções cerebrais e está confinada no crânio. Para ele, quando o corpo morre  a consciência (ou o  espírito)  desaparece.  A rigor não existem proposições científicas academista que apóiem a sobrevivência da alma após a morte e muito menos a comunicação dos mortos.
Contudo, diante do acúmulo de fatos a exemplo da sensibilidade extrafísica de Chico Xavier,  que não foram explicados pelas leis da natureza ou foram analisados algumas vezes  como fraude, um grupo de cientistas metafísicos resolveu interrogar a ciência - e não os médiuns. A conclusão desses cientistas  está contida no livro Irreducible Mind. A obra parte da lógica de que fenômenos como a mediunidade, a telepatia e experiências de quase-morte são indícios de que o velho modelo teórico vigente nos meios academistas é incompleto. [1]
Para o psiquiatra da Universidade da Virgínia (EUA) Edward Kelly, a ciência vem ignorando um princípio científico básico, o da “falseabilidade ou refutabilidade”, ou seja, todo cientista sério deveria estar sempre procurando um vácuo na sua tese - e não o contrário. Para  Kelly a mediunidade pode ser um desses vácuos, por isso é plausível desvendar o mistério da consciência, que instiga filósofos e cientistas há milênios. [2]
Os pesquisadores clássicos acreditam que parte do problema está em considerar mente e cérebro uma coisa só. Porém, Edward Kelly propõe que o cérebro seja encarado como um aparelho de TV. A consciência seriam seus programas. Um defeito na TV (cérebro) pode alterar a qualidade da imagem, mas não o conteúdo dos programas (consciência).  Ou seja, sem a TV, não podemos enxergar nosso seriado favorito, mas o seriado existe mesmo assim. Só não pode ser assistido.  Funcionaria de um jeito parecido com a consciência: dependemos do cérebro para percebê-la, mas ela não está, segundo a proposta, encarcerada dentro do aparelho (cérebro). [3]
Essa realidade garantiria sobrevida da consciência além do corpo, abrindo a possibilidade de explicar a ideia de que a consciência segue vagando por aí após a morte e pode se comunicar com os outras consciências, vivas [encarnadas]ou não.[4]  Kelly propõe  que os cientistas tradicionais questionem suas convicções e prestem mais atenção em fenômenos hoje ignorados, como a mediunidade.  
Por quanto tempo filósofos, cientistas e religiosos têm ponderado o que acontece após a morte? Existe vida após a morte, ou nós simplesmente desaparecemos no grande desconhecido? Embora corpos individuais estão destinados a autodestruição, o sentimento vivo , a consciência ,  o "quem sou eu?" - É uma fonte de baixa voltagem de energia operando no cérebro. Mas esta energia não desaparece com a morte. Uma dos mais seguros axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ela pode ser criada mas não destruída ".[5]
Não existiríamos sem a consciência, aliás nada poderia existir sem consciência. Pesquisadores recordam que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal. Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente. A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente. [6]
Articulam alguns acadêmicos  que a consciência é um produto da atividade cerebral, que surge para dar coerência às nossas ações no mundo. O cérebro toma a decisão por conta própria e ainda convence seu “titular” que o responsável foi ele. Assim sendo, somos um só: o que é cérebro também é mente. A sensação de que existe um eu que habita e controla o corpo é apenas o resultado da atividade cerebral que nos ilude. Então não há nenhum “espírito” na máquina cerebral.
Será mesmo? É óbvio que as muitas deduções dos múltiplos experimentos da neurociência reducionista são ardis da ficção. "A mente tem a dinâmica de um mosaico de luzes que se projetam pela consciência, que se contrai ou expande diante do que nos emociona."[7] Desse Universo abstrato "emanam as correntes da vontade, determinando vasta rede de estímulos, reagindo ante as exigências da paisagem externa, ou atendendo às sugestões das zonas interiores." [8]
Há estudos consistentes que comprovam a total impossibilidade de se medir com precisão o tempo entre o estímulo cerebral e o ato em si, o que, aliás,  já derruba todas as precipitadas teses materialistas. A consciência e a inteligência não são um curto-circuito nem o subproduto casual do intercâmbio de quaisquer neurônios. Enquanto a ciência demorar-se abraçada à matéria e não alcançar a dimensão do que não pode palpar, ver e ouvir, ficará ainda extremamente distante de tanger as imediações da verdade que investiga.
O atributo essencial do ser humano é sem dúvida a inteligência, mas a causa da inteligência não reside no cérebro humano, mas sim no ser espiritual que sobrevive ao corpo físico e pode se comunicar com o homem encarnado. Graças ao Espiritismo, no seu aspecto filosófico e experimental, está sendo possível construir a sólida ponte sobre o abismo que separa matéria e espírito. Os mortos podem ser ouvidos. Todo brado de coroados “nobeis” de ciência alça a sua voz para nos expressar a morte da matéria. 
Já é tempo de nos instruir ante os ensinos da ciência pós-mecanicista dos séculos passados e de nos livrarmos da camisa de força que o materialismo do século XIX infligiu aos nossos julgamentos filosóficos. Neurocientistas, “químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.”. [9]

Referências bibliográficas:

[1]Disponível em   http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/afinal-e-possivel-ouvir-os-mortos   acessado em 10/07/2016
[2]Idem
[3]Idem
[4]Idem
[5]Disponível em http://interligadonoticias.blogspot.com.br/2016/05/cientista-faz-revelacao-fantastica.html?m=1  acessado em 10/07/2016
[6]Idem
[7]Facure Nubor Orlando. Operações Mentais e como o Cérebro Aprende, disponível no Site      www.geocities.com/Nubor_Facure acesso em                   22/03/2013
[8]Xavier, Francisco Cândido. No Mundo Maior, Ditado pelo Espirito André Luiz, RJ: Ed.. FEB,     1997, cap. 4
[9]Xavier, Francisco Cândido. Nos domínios da mediunidade, Ditado pelo Espírito André Luiz,    “prefácio” do Espírito Emmanuel, Rio de                    Janeiro: Ed FEB, 1999.





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