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Você está em Crônicas e Poesias
 
Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Faltava uma imagem na cruz

De fome chorava o homem,
na escadaria da igreja sentado,
em pleno dia de missa, domingo,
as mãos estendidas ao acaso.

Homens e mulheres bem vestidos
por ele cruzaram absortos,
uns mais malvados e egoístas
como esmola viravam os rostos.

Sua roupa maltrapilha, fétida,
seus pés em chagas aparentes,
não provocavam piedade e dó,
nos corações daquelas gentes.

De fome, o homem quase deitava
a cabeça sobre ombros flagelados,
as mãos ao acaso estendidas
pedindo aos fiéis uns trocados.

Quantos, desviaram o caminho,
chegando à igreja por outro lugar
cobrindo o nariz com lenços brancos
e na porta se benzendo diante do altar.

Começa a missa, uma criança atrasada
chega correndo, diante do homem para,
sua mãos caídas no chão, sem forças
nem ver a mão que sua mão ampara.

Os olhos do homem se abrem, há brilho
um brilho tão forte como forte luz,
sorri para a criança e a criança reconhece
o homem tão belo surgindo, é Jesus.

Vozes de anjos retumbam em louvores
da igreja, todos correm e ficam sem entender
ao ver a majestade no Homem pedinte
transformado no mais sublime e belo Ser.

Se olham os fieis engalanados e ricos,
suas roupas são trapos de imenso fedor,
se ajoelham arrependidos, alguns choram,
não entendem porque à criança Ele se apresentou.

Jesus levanta-se, na igreja adentra calmamente,
caminha sobre um tapete formado por facho de luz,
no altar se ergue numa nuvem de pássaros
então reparam os fieis... Faltava uma imagem na cruz.

Recife, 24 julho 2016





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