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Nylton Batista

[ Nylton Batista ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

 

Rio de Janeiro e Ouro Preto

Pelo que se ouve, se lê e se vê, as Olimpíadas 2016 estão a bulir com os neurônios de uns e de outros de formas diversas. Enquanto atletas saltam, correm, lutam, fazem mil e uma piruetas em nome de algumas medalhas, dentre os não adestrados para os esportes há aqueles a se exercitar no que mais sabem, a começar pelos protestantes. 

Calma, não se trata dos grupos religiosos, antigamente assim chamados pelos católicos! Refere-se aqui aos manifestantes de rua que, às vésperas da abertura dos jogos, gritaram contra a realização do magno evento desportivo, posição claramente hipócrita, tal qual a manifestada às vésperas da Copa do Mundo 2014. Quando o governo, irresponsavelmente, até implorou para que os megaeventos, internacionais fossem realizados no Brasil, não se ouviram protestos, manifestações coletivas a fazer coro a críticas isoladas, por sinal, às vezes rebatidas. Em geral, houve aplausos, estimulados pela mídia servil, pronta para abocanhar cifrões que rolariam. Os mesmos profissionais da televisão que, babacamente, levantaram loas ao então presidente (hoje, no fundo do inferno político-austral), no momento criticam ferrenhamente. Agora é tarde, “Inês é morta”. O Brasil foi de roldão após a Copa e as mentiras eleitoreiras de 2014! 

Se, de um lado, há reações físicas em razão dos jogos olímpicos, de outro, exercitam-se as ideias em torno do mesmo assunto ou fatos com ele relacionados. Em tempo de internet, Facebook e outras trenheiras informáticas, é fácil dar de cara com opiniões de “a” a “z” vindas de qualquer parte do mundo, entre elas a do arquiteto e urbanista Carlos Sandrini, presidente do Centro Europeu. Diz ele no artigo, “Quanto ainda devemos ao Rio de Janeiro?” que aquela cidade foi seriamente prejudicada com a mudança da capita federal para Brasília, num ato político, chamado por ele de golpe. Segundo o autor, a capital foi levada para o Planalto Central, com o objetivo de colocar distância entre o poder e o povo. Aqui ele diz: “Diferente de Brasília, o Rio não era lugar de passagem dos políticos durante três dias da semana ao longo de oito meses do ano. O Rio era desejado como um prêmio extra para o cumprimento do mandato. A cidade foi ganhando a forma desejada pelos que lá chegavam de todas as partes do Brasil. As melhores escolas, melhores hospitais, segurança reforçada, além dos melhores teatros, cassinos, hotéis e bordéis, não estavam lá para atrair turistas, mas para servir e entreter o poder e os que orbitavam em volta dele”. Mais adiante, reclama: "a criação de uma capital que levou o poder para longe do povo e o declínio de uma cidade que, além de ser a mais bela do mundo, era culta, politizada, rica e acordou sem poder, sem trabalho e sem projeto de futuro. Apesar disso, o Rio de Janeiro continuou sendo a imagem do Brasil e do brasileiro no exterior, e teve que se reinventar ao longo dos anos”.   

Tadinho do Rio!!! Ficou pobrezinho e abandonado! Desculpe-me, Sr. Sandrini, mas o senhor exagerou na dose! O Rio de Janeiro, por sua beleza, pujança cultural e econômica se basta! Não precisava ser capital do Império e da República para ser o que foi, é e será. Não é melhor porque a qualidade dos políticos não deixa. A saída do poder federal foi apenas um arranhãozinho em seu status. Políticos da época a passar mais tempo no Rio não quer dizer que estavam a trabalhar. Estavam mesmo é na gandaia, como bem sugere o próprio autor. 

Sr. Sandrini, se no Brasil há cidade que foi abandonada e empobrecida, em circunstâncias semelhantes, ela é Ouro Preto. Enquanto engatinhava esta infeliz República, republicanos, na ânsia de mostrar trabalho e, ao mesmo tempo, agredir sentimentos políticos da Imperial Cidade de Ouro Preto, entenderam de tirar-lhe o status de capital de Minas Gerais. Edificada a Cidade de Minas (mais tarde Belo Horizonte), o governo mineiro agiu como os tropeiros de então; levantou acampamento, jogou água no borralho e partiu, sem olhar para trás. Testemunhas contavam que ficaram ruas inteiras com as casas abandonadas, algumas com a chave na porta. Pequenas indústrias, comércio, prestadores de serviços, que não seguiram os rastros do governo e sua máquina, foram à falência. Tudo acabou e fome bateu à porta de muita gente; Até comerciante bem sucedido terminou seus dias como gari da prefeitura.

Foi a maior covardia de um governo contra toda a população de uma cidade! Paradoxalmente, graças a essa covardia que Ouro Preto se conservou em seu aspecto original. Não nos venha, portanto, Sr. Sandrini, dizer que o Rio de Janeiro foi abandonado à própria sorte e os brasileiros lhe devem por ter perdido o status de capital federal.






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