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Elisabeth Camilo

[ Elisabeth Camilo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Tradutora, jornalista e mestra em Letras - Linguagem e Memória Cultural.

 

Ode aos varais

 

            Choveu a semana inteira, dia e noite sem parar.  Não foi aquela chuva estrondosa, que nos faz rezar para Santa Bárbara e queimar desesperadamente os ramos que colhemos no Domingo de Ramos.   Era uma chuva lenta, morosa, atrativa de lesmas e caracóis, que faz nascer lodo nos terreiros e nos faz esquecer o bom e amigo calor do sol... Parecia que o astro rei tirou férias...

            Entre paredes escorregadias, ruas que viraram armadilhas para sapatos sem sola de borracha e um universo de guarda-chuvas de todas as cores, donas de casa conversam ao celular expressando reclamações a Deus porque “chover é bom, mas assim já é demais”.  Como secar as roupas, tirar o cheiro de mofo de dentro de casa, ir às compras?  Uma delas afirmava que “ não estamos vivendo na Europa e nos Estados Unidos...”.

            Em alguma casa se ouve Djavan, com seu dia frio...

            Dorme-se entre neblina e, de repente, se acorda às seis da manhã com raios de sol longos e perfeitos.  Pula-se do leito, corre-se à máquina de lavar ou ao tanque...  E então chega o glorioso momento dos varais, quase esquecidos nas grandes cidades...  Surgem em todas as casas, em quaisquer espaços disponíveis... As paredes lodosas se transformam em apoios para cobertores e edredons..  A paisagem muda por completo...

            Parece uma festa na cidade, com bandeirinhas para santos... Coisa de tríduos, novenas, barraquinhas com comidas quentes...  As montanhas se vestem com todas as cores, o vento balança as roupas todas... Telhados limpos, ruas lavadas e quintais encantados com flores e varais...

            Alguém avisa que o sol é de chuva...  Vai chover de tarde, com certeza, mas esse momento é mágico, o tempo certo para fazer vênia aos varais em êxtase...





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