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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Pedrinho e o raio de Sol

Pedrinho deitou-se sob a árvore, após o almoço e ficou olhando os raios do Sol transpassando as folhas. Alguns se chocavam em seu corpo, outros se perdiam sem ele saber onde e Pedrinho perguntou a Deus...

"Para onde vão os raios que eu não vejo?".

E Pedrinho adormeceu, adormeceu e sonhou. Sonhou com um vasto campo de flores e borboletas. Tudo calmo, tranquilo e sereno. Encontrou uma estradinha forrada por musgo e por ela ele caminhou. De todos os lados ele via os raios de Sol chegando, se chocando nas pétalas das flores e voltando para o alto até se perderem das vistas de Pedrinho.

"Para onde estão voltando os raios que eu não vejo?".

Absorto não viu o risonho velhinho se aproximando. A barba comprida, quase tocando em seus pés. A roupa branca, tão alva que mais parecia um decalque de neve, ou de nuvem. Ele se apoiava em um cajado de metal dourado e caminhava como se levitasse sobre o musgo.

Pedrinho levantou a cabeça e viu-o e vendo-o sorriu para ele e recebeu dele sorrisos. E o velhinho disse...

"Eu sou o controlador dos raios".

Pedrinho então notou que de suas mãos saíam e chegavam todos os raios e quando espalmou as mãos, parecia uma chuva de luz indo em direção às nuvens. Pedrinho extasiou-se com a beleza jamais imaginada.

O bom velhinho então, fechou em sua mão direita o seu dedo polegar esquerdo e foi soltando lentamente e quando o seu dedo polegar estava solto de sua mão direita, nela surgiu um minúsculo raio de luz. O bom velhinho tomou a mão direita de Pedrinho, colocou o raio e fechou-a carinhosamente, dizendo...

"Este raio lhe acompanhará por toda a sua vida, pois, agora você já sabe de onde vem os raios e para onde eles vão. Agora volte para o seu mundo e diga a todos que a luz não se encontra somente nos sonhos de todos, mas, nas mãos de quem sonha".

O bom velhinho se afastou e com ele os raios e as luzes. Pedrinho assustou-se com a escuridão e abriu os olhos. Teve tempo de ver uma nuvem cobrindo o Sol escondendo os raios de entre as folhagens. Sentiu algo em sua mão mexer-se, abriu-a lentamente e um vaga-lume voou desaparecendo entre os galhos da árvore.

Pedrinho sorriu. Ele sabia que mesmo solto de sua mão, aquele vaga-lume será para sempre o raio de luz iluminando sua vida e olhando para as nuvens viu o rosto do bom velhinho se dissipando nela em forma de um sorriso... E Pedrinho se perguntou:

"Será Deus, aquele bom velhinho?".





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