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Luisa Lessa

[ Luisa Lessa ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Uma estudiosa da vida, amante da ciência e dos bons textos.

 

Papel da Internet na vida das pessoas

Verdade incontestável é que a internet proporciona inúmeras formas de comunicação entre os seres humanos, em todo o mundo. É possível, com apenas um clique, interagir com pessoas de todo o planeta, a qualquer momento.
A distância, no ciber espaço da internet, não existe, as pessoas ficaram próximas e realizam a comunicação por meio de redes sociais como Facebook, Twitter, Messenger, WhatsApp e muitos outros meios que ainda irão aparecer. Quando se fala em internet é tudo muito rápido e também perigoso. Toda atenção ainda é pouco. Há muita gente disfarçada, com cara ou sem cara, na tentativa de enganar, iludir os outros.
Atualmente, com a popularização e a democratização ao acesso nas redes sociais, toda a sociedade, de diversos países, organiza-se por meio da internet. Isso porque as redes sociais que antes eram apenas meios de entretenimento e diversão, hoje ganham força para protestos, coberturas de conflitos, guerras, política, assuntos polêmicos, conflitos étnicos, manifestações, encontros sociais e amorosos, relacionamento e informação de todo tipo. É um espaço aberto e democrático para pobres e ricos.
A Internet não faz nenhum tipo de discriminação com ninguém. Sendo assim, a internet é um território livre para todas as pessoas exporem suas ideias, suas opiniões e seus comentários sobre qualquer assunto. Todavia, é espaço que requer atenção, cuidado, pois é um veículo que pode ser perigoso e usado também contra pessoas, ou seja, prejudicando a imagem, a idoneidade. Não se deve prejudicar a imagem de ninguém ou levantar suspeitas sobre qualquer pessoa. Aí também muitos crimes são cometidos.
Contudo, a nossa vida está estreitamente ligada, cada dia mais, nesse mundo tecnológico, onde as redes sociais têm um papel importantíssimo, principalmente o Facebook e o WhatsApp, porque eles influenciam o nosso dia a dia, tanto de forma positiva quanto negativa. Mas quais são essas influências? De igual modo, do jeito que provocam espontaneidade nas pessoas, afetividade (nas trocas amorosas), esses recursos também fazem as pessoas mais frias e menos sentimentais. Dizem-se coisas aos outros sem medir os sentimentos, os desapontamentos, tais como as expressões de censuras, as indiretas maldosas, os textos vazados de despeita ou inveja.
Também se dizem inverdades, tais como: você está belíssima, encantadora, sedutora, jovem, exuberante etc, quando a pessoa que recebe o elogia não possui nenhum desses traços. Enfim, é um mundo de verdades e mentiras. É um jogo de agradar e desagradar. Enquanto tanta gente elogia há àquelas pessoas de “olho grande”, a tecer palavras maldosas. As redes sociais expõem intimidades, isso é ruim. Mas é inegável que as redes sociais podem aproximar as pessoas, podem ajudar a divulgar o trabalho de alguém, podem ser uma imensurável fonte de troca de conhecimento, podem mobilizar milhares de pessoas para buscar mudanças em prol do bem comum.
Todavia, podem trabalhar pra o mal quando se tornam uma válvula de escape para os desgostos e frustrações da vida de alguém. De fato, muita gente quer simplesmente descarregar tudo o que sente, até aquilo que come e sonha. Com isso passam a ter vida dupla, uma real e a outra virtual. Nesta última a pessoa se perde consigo mesma, já não sabe os sentimentos reais e verdadeiros; os amigos reais e verdadeiros.
Em uma pesquisa realizada pela Universidade de Maryland, nos EUA, em 2013, eles deixaram mil estudantes universitários, de 37 países, sem acesso a internet, e outros meios de comunicação, durante 24 horas. Ao fim deste período de tempo cerca de 20% dos estudantes demonstraram uma espécie de síndrome de abstinência tecnológica, e descreveram alguns sentimentos que sentiram como desespero, vazio e ansiedade, respostas parecidas com as de uma pesquisa feita há pouco tempo pela empresa tecnológica TeleNav, também nos EUA. Ou seja, a Internet já se tornou nociva e viciante, igualmente uma droga.
Ficar sem energia elétrica é ruim; sem Internet é desesperador. Sem Internet, hoje, o mundo fica paralisado. Também a Internet motiva pessoas a criarem aparências falsas, quando permite criar perfis como cada um deseja ser ou como se acha ser. O fato é que todas essas facilidades têm propiciado comunicação e relações cada dia mais superficiais e vagas.
As interações reais, as conversas “olho no olho”, são, a cada dia, menos comuns; enquanto a solidão, o egocentrismo, a carência, o narcisismo, o individualismo são crescentes, o que nos faz questionar se tais avanços tecnológicos são realmente uma evolução. Talvez sim, pois depende do uso que fazemos; mas claramente têm nos trazido inúmeros prejuízos. Poderiam ser citados muitos como a falta de segurança e privacidade, os perfiz falsos, o furto de imagens (Vi um perfil no Facebook com uma foto minha) a vulgarização do bullying, a pedofilia, a pornografia, o excesso de marketing, a disseminação de informações inúteis com as quais somos bombardeados todos os dias, a desvalorização da língua portuguesa (fato gravíssimo), a falta de incentivo ao estudo e à leitura, dentre tantos outros. Poder-se-ia citar todos estes problemas, mas a intenção do texto é demonstrar a mecanização das pessoas, fato que prece o pior de todos, alavancado pelas redes sociais.
A banalização dos sentimentos através de felicitações frias de aniversário; amizades supérfluas que terminam por causa de comentários que expressam opiniões diferentes; “curtidas”; repetidas frases de autoajuda; redes de orações; declarações exaltadas de amor com emoticons de carinhas sorrindo e corações. Tudo isto e muito mais são coisas tristes de se ver, pois nos impede de mostrar, plenamente, aquilo que existe de mais belo na natureza humana: os sentimentos.
Assim, pensamos que as tecnologias podem sim ser muito úteis para a humanidade (já o foram bastante), mas cabe a cada pessoa saber como usá-las, sem que se prejudiquem. Afinal, as tecnologias são para nós as utilizarmos ou para elas nos utilizarem? Nós necessitamos de um aperto de mão, um abraço apertado, palavras de carinho ditas ao ouvido, enfim, beijos e carícias. Isso a tecnologia nunca poderá nos oferecer.





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