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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

O ocaso de um rei


O ocaso de um rei, o crepúsculo vergonhoso do chefão. Até parece tema de filme hollywoodiano, parece, mas, infelizmente, não é. É a realidade nua e crua do que ocorre na vida de alguém que já teve o cetro onde hoje tem algemas...

Anthony Garotinho, até tem nome de artista americano, troca a mordomia dos palacetes por uma cela em um Complexo Penitenciário, em Bangu... Tudo bem, ele continua residindo na Cidade Maravilhosa.

A família uniu-se aos gritos, aos berros, como se ainda se sentisse poderosa e fidalga. O poder dará lugar ao ostracismo, assim se viciam todos que, saindo dos corredores das cortes ingressam nos corredores das plebes. O ex-governador do Rio de Janeiro tem problemas cardíacos, mas, sofrem de problemas cardíacos muitos presos no Complexo Penitenciário de Bangu e nem por isso merecem ou pleiteiam, eles e seus familiares, tratamentos diferenciados.

A família Garotinho precisa conscientizar-se agora que vive outra realidade, a realidade dos amigos ausentes, a realidade dos amigos esquecidos, a realidade real que ele não é mais rei e não mais sendo rei, precisam entender que no mundo deles "Rei morto, rei posto".

O espetáculo foi desnecessário. Como um ator interpretando um papel dirigido, ele esperneou, gritou, sua família protestou, chamou de malvados os policiais, chamou de desumanos os maqueiros, taxou de selvagens os justiceiros que em nome da justiça mantinham preso onde devem ficar os presos, aquele que ajudou a transformar em presos muitos dos que serão agora parceiros seus de infortúnios e de reflexão. O espetáculo foi desnecessário. O homem quase fica nu diante das câmeras, diante da filha gritando revoltada por seu pai ser tratado como o bandido que, na realidade, ele se transformou.

Seria tão mais humano se não houvesse o espetáculo, se o ex-governador se portasse condignamente em sua condição de preso, de violador das leis, de usurpador de bens do povo em proveito próprio, seria tão mais digno se não tivesse havido o espetáculo... Espetáculo protagonizado e coadjuvado por uma prefeita, que de forma shakespeariana ensaiou desmaios gritando, o bandido do "meu marido não é bandido". Ausente de Brasília uma Deputada Federal em crise de choro, desesperada, amparada e consolada por amigos vendo o ocaso do seu pai, o rei trocando o cetro por algemas.

Há tantos presos no Complexo Penitenciário de Bangu, com problemas de saúde semelhantes aos problemas de saúde do ex todo poderoso governador do Rio de Janeiro e são eles tratados pela unidade de saúde existente dentro do complexo para esta finalidade... Não importa as condições sociais, econômicas e culturais dos presos em Bangu, todos são humanos e se a unidade de saúde, presume-se, serve para tratar uns, porque não serve para tratar outros?

Não havia necessidade do espetáculo encenado pela família Garotinho no crepúsculo político e social da família Garotinho, eles podiam dormir sem este espetáculo degradante... Podiam!

Recife, 18 novembro 2016





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