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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Humanidade há, na humanidade?

Humanidade! Deparo-me com a palavra sem conceituá-la, apenas leio a palavra... Humanidade!

Lendo-a pergunto a ela, o que realmente ela é... Um bem ou um mal e o que me dá como resposta deixa-me estarrecido, ela diz...

"Sou um bem, sou um mal!"

E paro de arguir-me e passo a arguir-me como pode a mesma palavra ser um bem e mal? E me encontro, estarrecido com minhas respostas...

A humanidade (povo) está perversa, não olha e não sente as dores do homem. O que falta na humanidade? Humanidade (sentimento).

Eu sou parte da humanidade, povoo meu país, meu continente, meu planeta... Eu sou a humanidade em minha casa, em minha rua. Sou consumista, protagonizo o buraco de ozônio, poluo rios e mares, dizimo florestas, sou a humanidade bem vestida, bem calçada, vestindo trapos, calçando andrajos. Sou parte dos que entram em igrejas e templos e se ajoelha, e grita, e reza orando cantando salmos. Sou o religioso de cabeça coberta, sou o ateu que acredita em deuses, sou a humanidade nas praias de corpo nu, sou o homem nas estradas com carros possantes matando o bicho preguiça atravessando estradas asfaltadas, sou a roda de carros esmigalhando caranguejos em sua caminhada para a procriação.

Eu sou a humanidade presente no coração das madres e frades que pelo mundo estendem as mãos em esmolas para alimentar famintos. Sou a humanidade na palavra no santo homem perdoando erros e pecados. Sou a humanidade ausente no coração de carrascos e juízes, do homem sem amor que gargalha do pedinte à sua porta pela manhã, pedindo um pedaço de pão. Eu sou a humanidade sentimento que não encontro no coração e nas ações da humanidade povo.

Estarrecido me vejo diante da palavra "humanidade", sem conceituação, sem elo, sem definição, parece uma palavra bonita, designativa de comunidade, de população e de repente a palavra se transforma e passa a sair da boca e sai de mim através do coração e olhando minhas mãos, encontro moedas imprestáveis guardadas em cofres por não ter valor para a garrafa de vinho e penso "com esta moeda só compro mesmo um pão" e minha humanidade se fecha em minha mão e minha moeda se esconde em meu cofre. Deixa de ser uma palavra a palavra humanidade.

O povo passa abaixo dos meus pés, do alto eu vejo o frenesi, ir e vir, com bolsas e sacolas, e vejo a criança nua no frenesi, ir e vir, atrás de uma moeda de quem passa com bolsas e sacolas. A humanidade consumidora diante da humanidade miséria virando-lhe as costas... Onde está a humanidade?

E estarrecido volto a me perguntar com lágrimas ensopando minhas pálpebras, pois, me vejo parte da humanidade sem humanidade...

"Eu como parte da humanidade exercito minha parte, humanidade?".

Recife, 12 dezembro 2016





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