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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Lá de onde eu vim

Lá, de onde vim as ondas do mar não são como as de cá onde vivo. São calmas e transparentes como uma folha de vidro e quando batem na areia cantam canções de amor.

O amor de lá, de onde vim é diferente do amor que eu vivo cá. Lá o amor pode ser tocado, guardado em caixas e bolsas transparentes como se fossem uma cortina fina de água na cachoeira.

A água tem cor rosada e as folhas são azul intenso, tão tranquilo que mais parece não ser azul. As pessoas de lá são diferentes das pessoas de cá. Elas são bonitas. A beleza de lá não é igual a beleza de cá. Todos são iguais, pois filhos de um mesmo pai, possuem a mesma pele, os mesmos cabelos, a mesma cor de olhos e caminham todos em direção ao mesmo lugar.

Lá, de onde vim, erguem altares em praças iluminadas por luzes que saem de dentro de cada sentimento. Os sentimentos possuem luzes próprias, assim sabemos o que precisa ser feito para cada irmão.

Há sofredores como há cá, lá não há doenças incuráveis e nem moléstias que maculam o corpo. Lá, cuidamos do corpo para receber as bençãos do Pai, que é de todos o mesmo Pai. Somos filhos da semente da Criação e falamos o mesmo idioma e temos o mesmo credo, pois, se filhos da mesma casa, somos a imagem de quem nos criou.

Lá não há guerras e nem barbáries. A harmonia não precisa ser exercitada pois nenhum filho conhece contendas; não há desafetos, pois, lá de onde vi, o afeto está enraizado desde que nascemos.

Lá, de onde vim, somos filhos de um Criador, que criou as estrelas e os planetas, as noites e os dias, os filhos e os pais, as frutas e os animais. Lá não matamos para comer e não comemos para viver. Nos alimentamos de energia, a energia que vem de dentro da terra, e escolhemos qual energia queremos que nos alimente. Se temos fome nos alimentamos de energia azul, se tempos sede nos alimentamos de energia amarela, se estamos cansados nos fortificamos com energia lilás e quando precisamos conversar, chamamos o Pai e ele surge magnânimo, senta-se conosco em algum jardim e nos ouve e nos aconselha.

Eu vim de um lugar onde o Criador existe sem cobrar e sem cobrança. Há um só Criador e um só Pai. Estranhei quando cheguei nesse planeta e encontrei habitantes de tantos planetas sem se conhecerem e todos louvam e homenageiam o seu Criador, na forma que o seu Criador lhes aparece e promovem guerras em nome daquele que só ensina a paz. Ele se entristece quando sabe que escondem o poder dele. Ele se entristece quando alguns, sem entender sua força tentam esconder os tantos mundos que Ele habita, em cada uma de suas casas, nesse vasto universo de planetas, de estrelas, de galáxias, de luas e sóis. Como fica triste o Criador quando se ver aprisionado em mentes que lhe cerceiam os seus domínios.

De lá, de onde eu vim, somos conscientes dos tantos irmãos, filhos do mesmo pai espalhados por todos os cantos desse imenso paraíso chamado universo. Um pai se entristece ao ver negada a paternidade dos filhos que tem. O Criador se entristece quando povos bárbaros tentam esconder que dele não há frutos de sua semente em outros planetas. De onde eu vim, todos amam seus irmãos, mesmo os que morando em outros planetas, nunca serão encontrados pelos irmãos que vivem no lugar de onde vim.

De cada casa, de cada rincão, onde o Pai é o mesmo Pai, lhe chamam de outras formas. Em cada casa, em cada rincão, usam cada filho desse pai, linguagens suas e usam suas vestimentas, e fabricam suas lanças e suas facas. Somente chegando, transformaram em armas o que eram ferramentas. Viemos para esse planeta para pacificar e colonizar e o que encontramos aqui foi a barbaridade e se tornaram guerreiros filhos da paz, e se tornaram sanguinários quem não conhecia o cheiro de sangue.

Um dia voltaremos aos nossos lares e nesse dia, com a fisionomia mudada, com as palavras aprendidas ensinaremos aos nossos irmãos que, ao modificar as verdades do pai, matamos dentro de nós nossas verdades. Seremos diferentes, não nos casaremos e não procriaremos, seremos eternamente amostra viva do que serão todos se tentarem mudar os desígnios do Criador. E levaremos todos, para nossos planetas, um pouco do que aprendemos e ensinaremos aos nossos irmãos que a unica função da guerra é matar o amor que há em cada coração, em cada pensamento, em cada fé.

Lá de onde eu vim escuto sempre o chamado para lá, eu voltar.






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