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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Preso é ser humano e o ser humano é mutável

O Brasil está mergulhado no caos. Temos um governo incompetente para gerir o Estado. O Brasil, a cada semana se depara com novas morte nos presídios, por presos condenados à morte por presos.

O caos não é culpa desse ou daquele governante. O caos é provocado pelos governantes que não atuaram e não atuam para tratar presos como presos. Se há armas dentro dos presídios, quem permitiu a entrada delas? Se há drogas dentro dos presídios, quem permitiu a entrada delas? O caos não está nesse ou naquele governante, o caos é consequência da falta de responsabilidade da justiça e do poder exacerbado que possui as diretrizes de Direitos Humanos que veem nos presos, vítimas e não aceitam que sejam tratados como algozes. Isso não é a chave do cadeado, bem sei.

Preso no Brasil tem 24 horas de inércia para planejar e pensar, não tem ocupação e os projetos de socialização se chocam em paredes compactadas com a corrupção. Preso em penitenciária está pagando por erros cometidos e não está em uma colônia de férias, onde recebe visitas íntimas e instrumentos para montar verdadeiras feiras dentro do seu cubículo.

Preso é preso e deve ser tratado como preso, sem esquecer sua condição humana. Preso é preso e deve ser seccionado de acordo com a sua periculosidade. Se o preso não for coberto com as regalias e facilidades que possui, não haveria espaço para o seu fortalecimento em associações dentro do sistema que o torna um Estado paralelo dentro do Estado.

Preso é preso e deve ser tratado como preso. As visitas não podem ser vistas como visitas de comadres a compadres, as visitas devem ser vigiadas, controladas. Se o Estado paga a alimentação dos presos, o Estado não deve aceitar que alimentos sejam levados aos presos, exceto lanches para o dia das visitas, passando por raio-x.

O Estado tem condições, se o Estado quiser, controlar os passos de cada um dos presos sob sua responsabilidade e flagrado, quem quer que seja, com armas, com drogas ou com quaisquer instrumentos fora de uma relação, a punição seja severa. Preso não precisa de armário fechado. Armário de preso precisa ser aberto e voltado para os corredores, para que o seu interior possa ser visto antes de entrarem nas celas.

Preso pode ser útil, trabalhar dentro dos presídios, com horário estipulado. As escolas públicas estão com seus equipamentos precisando de manutenção, as fábricas estão precisando de mão de obra; há projetos de aprendizagem nos estabelecimentos de ensino. Preso é preso e deve ser tratado como preso, mas, preso é humano e humanizá-lo é responsabilidade do Estado. Construir novos presídios é necessário pela falência do sistema penitenciário, mas, construir perspectivas para fechamentos de presídios deve começar a preocupar os administradores do Estado.

Enquanto houver cumplicidade do Estado com o crime, não adianta construir novos presídios. Chefe de facções devem ser encarcerados, incomunicáveis e seus advogados não podem estar livre das exigências de mortais que visitam presos. Não é do desconhecimento de muitos, que alguns advogados são os correios dos bandidos encarcerados, esses, quando sabidos, não podem e nem devem ter o mesmo tratamento de advogados que se comportam como profissionais diante dos seus clientes.

É difícil transformar a presente situação carcerária no Brasil, mas, com determinação, boa vontade e muita severidade no tratamento dos responsáveis pelas rebeliões e dos que se fazem instrumentos deles, é fácil acabar com a miséria ora existente dentro dos presídios. Preso é preso e deve ser tratado como preso, sem esquecer que preso é um ser humano e o ser humano é mutável.






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