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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

O aborto pode ser um ato de amor

Um dia eu disse "o aborto pode ser um ato de amor", chamaram-me de monstro, vaticinaram que eu não sou filho de Deus. Fui execrado pelos cristãos puritanos, mas, mantive minha concepção... "O aborto pode ser um ato de amor".

Um dia eu escrevi, em um dos meus poemas...

"Se Maria O tivesse abortado,

o que seria da humanidade

sem o seu Filho, Jesus?"

E eu comentei "o aborto seria um ato de desamor". Utopia ou atitude coerente? O aborto pode sim, ser um ato de amor e deve ser incentivado pelos governantes que mentem, os que prometem sabendo que não cumprirão suas promessas. Um dia eu escrevi "prometer, podem prometer tudo o que quiser, todos, cumprir é outra história". É exatamente assim, não é diferente.

Com o auge da crise da chikungunha, políticos e religiosos condenaram o aborto e aqueles prometeram ajuda do Estado para as famílias com filhos microcéfalos. Um dia eu disse "não cumprirão!", ficarão entregues às suas sortes e azares estas mães com seus filhos incapazes e impotentes. E disse "estas mães", pois, muitos pais debandaram ao ver seu fruto sem força para suster, ao menos, a cabeça sobre o pescoço... E eu disse mais uma vez "o aborto pode ser uma atitude de amor".

O que vemos agora? Onde estão as ajudas? As prefeituras de cidades pobres agem como as prefeituras de cidades ricas. Não há carro para levar estar crianças para os cuidados, não há capacidade financeira para suprir as necessidades básicas e o que está se formando no Brasil? Mais um exército de desassistidos. Quando a microcefalia ocorre em famílias estabilizadas emocionalmente, culturalmente, financeiramente o aborto não é um ato de amor, mas, quando nas periferias são encontradas lavadeiras e diaristas com seus filhos no colo sem saber o que fazer, onde estão os defensores da desumanidade do aborto? Quando as prefeituras dizem que não tem transporte para estas mães levarem seus filhos para as terapias, quando estas mães adaptam pedaços de panos e papéis como fraldas, onde está a humanidade de ser contra o aborto?

O aborto é um crime, manter um exército de incapazes por quem estão incapacitados de dar qualquer perspectiva de vida com qualidade, não é crime? Ver mulheres com crianças parecendo invertebradas, nas ruas, nos semáforos esmolando a ajuda que o Estado prometeu e não cumpre não é mais desumano que provocar o aborto no inicio de gestações confirmadamente prejudicada? Quem se compadece com mães em hospitais públicos esmolando um atendimento, chorando de fome sem um gole de café desde "ontem de madrugada"? Quem chega com ambulâncias nas casas miseráveis para socorrer crianças em convulsões, que se não fosse a demagogia cristã e a utopia jurídica, não estavam condenadas eternamente a serem eternamente incapazes?

Um dia eu disse e continuo dizendo "em alguns casos, o aborto é um ato de amor".






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