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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

O dia que Deus passeou comigo de mãos dadas

Um dia em conversei com Deus,

eu estava, naquele dia, tão triste,

nem sei se naquele dia, queria viver...


Deus pegou em minha mão, sorriu para mim

e saímos caminhando por um jardim

ricamente ornado de Tulipas e Gérberas...


Deus pegou minha mão e sorriu para mim...


Pediu para eu abrir meu coração e falar,

podia reclamar todos as minhas perdas,

engraçado... Deus estava sorrindo para mim.


Falei de minha infância, das noites mal dormidas,

falei dos tantos planos arquitetados para meu amanhã

e nenhum deles havia conseguido realizar...


Deus apenas sorria, como se entendesse

que eu não entendia o seu jeito de agir.


Falei dos desamores que mataram meus amores,

da fome que eu sentia de não sentir fome,

falei da falta de abraços de quem não me abraçou,

falei da falta de inocência em minha inocência.


De mãos dadas comigo, passeando pelo imenso jardim,

Deus calado, parecia que falava e eu ouvia sua voz,

ele falava das flores no campo que ninguém plantou,

mostrou-me sementes alimentando o mundo

que homem algum jamais cultivou, mostrou pássaros,

cantando para mim em cada galho de árvores no caminho.


Eu estava tão triste naquele dia quando Deus chegou

pegou minha mão e me conduziu ao seu jardim...


Reclamei dos meus pais, da ausência dos meus irmãos.

falei do meu arrependimento em não ter dado aos meus filhos

o carinho prometido quando eles nasceram diante de mim...


Reclamei da minha falta de participação na paz do mundo,

no desamparo de filhos perdidos pelas sarjetas da vida,

falei do orgulho e vaidade como virtude entre os homens...


E Deus apenas sorria enquanto passeava pelo jardim

com minhas mãos em suas mãos entrelaçadas.


Deus parou a certa altura, abaixou-se, pegou uma semente,

colocou em minha mão e soprou... A semente germinou,

criou vida, cresceu, em minha mão, floresceu, frutificou,

Deus rindo, calado, me dizia, através da semente...


Eu fui a semente que seu sopro fez germinar,

o berço que nasci foi sua mão...


E soltando minha mão, Deus desapareceu

numa nuvem, que desapareceu diante de mim.







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