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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Se o caçador não vai a montanha...

A montanha está lá. Magnânima, magnífica, soberba. Bela e cheia de vida. Viva e cheia de riqueza. Lá está a montanha, reluzente. Reluzindo pela luz do Sol, reluzindo pela luz da Lua. Parece banhada de prata, parece vestida de ouro. Lá está a montanha.

Lá está a montanha a espera do caçador. Forrada de mata, abriga caças e tesouros. O caçador de tesouro não chega e não chega o colhedor de frutos. Lá está a montanha cercada de água para ser usada. Há tantas pessoas com sede. Lá está montanha, celeiro de caça e raízes. Há tantas pessoas com fome.

Noite e dia a montanha acena. Grita e mostra suas riquezas, quer abrir suas trilhas para o caçador. O caçador se faz de rogado, é importante demais para ir atrás da montanha, mesmo a montanha lhe acenando com cornos de alce para pendurar como troféu na parede da sala. Há caça sobrando na montanha e quem conhece a montanha diz que falta caça. Há muitos meninos menores com badogue correndo atrás de pombos. Pombo é ave pequena. Há falcões e águias na montanha. Há minas de ouro escondidas, há depósitos de diamantes nas grutas e escaninhos da montanha.

A montanha chamou o garimpeiro, o garimpeiro não veio. A montanha chamou o caçador, o caçador não veio. A montanha acenou com chuvas de ouro, não viu a chuva quem a montanha queria que visse. E a montanha está lá, imponente e impotente.

Há um deus tomando conta da montanha, um deus que precisa de espaço e para ter espaço o caçador tem que chegar e caçar. Precisa se livrar do ouro das minas senão ficará sem as grutas, mas, o garimpeiro se faz de desentendido, não chega. Fragiliza-se o deus supremo da montanha. Torna-se tenso. Ele tem a montanha e a montanha significa poder, mas sem o caçador a montanha pode se esfarelar, derreter como pedra de gelo ao Sol, como bola de neve no deserto. A montanha pode se transformar em pedra de sal dentro de um copo com água.

O caçador não vai à montanha. O garimpeiro não vai à montanha. Vai chegar o inverno e o inverno pode ser caudaloso. Vai chegar a onda de frio e o frio pode ser cortante. Se o caçador não caça a caça que a montanha lhe oferece, a caça morre e virará carniça, encherá de fedor as trilhas e fedorentas as trilhas, não chegarão os garimpeiros para aliviar do peso dos diamantes, as grutas e a montanha precisa de suas grutas livres para dar guarida aos ursos. Os ursos podem chegar a qualquer momento para hibernar e hibernados quem conseguirá tirar da montanha os ursos?

A montanha toma uma decisão drástica e ousada... Ela vai atrás do caçador e com sorte encontrará o garimpeiro. Sabe contudo, a montanha, o caçador é ávido em ganhar e pode achar estranho a montanha chegar de mãos vazias para lhe procurar e a montanha cria um monte, mesmo depois do deus da montanha ter prometido que não criaria mais montes ao seu redor e até diminuiria algumas das colinas que lhe suga a água dos rios, adubos do solo e oxigênio das árvores. E se o caçador não vai à montanha a montanha sai do seu pedestal e vai ao caçador...

E assim se deu em Brasília. Renan Calheiros não foi ao palácio e o palácio foi até Renan Calheiros e para não chegar de mãos vazias, o Ministro Eliseu Padilha levou a proposta da criação de um novo ministério que ficará com um indicado do Renan e a liberação de dinheiro para o governo de Alagoas, que é governado pelo filho de Renan Calheiros.

O presidente prometeu diminuir os ministérios... Mas, pode estar chegando um inverno caudaloso e a montanha preferiu ir atrás do caçador já que o caçador não foi à montanha... Cria-se um novo ministério.

Qualquer semelhança com o que acontece no Brasil do presidente Temer, esse presidente fabricado irresponsavelmente pelo PT e seus aliados, não é mera coincidência. É praga mesmo!





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