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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

O valor do meu voto

Cidadão quero ser, tudo faço para ser, não sou. O sistema não me ver cidadão. Para o sistema eu não passo de um número, uma estatística. Não tenho alma, sou um corpo andante e não sou um zumbi. Para o sistema eu não sou nada, quando o sistema precisa eu sou tudo e sou obrigado pelo sistema, pois, se não faço o seu jogo eu não existo oficialmente. Oficiosamente eu já não existo, não tenho direitos, só tenho deveres. Tudo o que desejo é me ver transformado pelo sistema em cidadão.

Naquele cidadão que o sistema diz que eu sou. No cidadão que o sistema declama como um poema, nas estatísticas e me põe no auge. Para o sistema eu sou cidadão quando o sistema precisa de mim. Para o sistema eu não sou cidadão quando eu preciso do sistema. Eu não tenho uma saúde digna de um cidadão. A educação que recebo nos espaços públicos de educação não é a educação digna para um cidadão. O sistema não garante a minha segurança digna esperada por qualquer cidadão no seu direito de ir e vir. Em matéria de segurança, para o sistema eu não sou cidadão, sou estatística. Sou um número determinante se houve menos ou mais assaltos, assassinatos, sequestros, tráficos. Não sou cidadão para o sistema, para o sistema não passo de um número.

Quando o sistema precisa de mim é diferente. Deixo de ser número e sou tratado como cidadão. Sou o cidadão que vota, que paga imposto, que alimenta com o suor do seu rosto as mordomias constitucionais. Sou cidadão quando o sistema precisa encher praças e avenidas com gritos de protestos e alaridos de repulsa contra este ou aquele cidadão vestido de poder. Sou cidadão para servir de cobaia aos experimentos de laboratórios e para encher de números planilhas que seguem para órgãos internacionais, até nesse hora eu deixo de ser cidadão, sendo e passo a ser número.

E como cidadão que sou, sou obrigado a votar, sou obrigado a sair de casa e ir para urnas, que eu, honestamente não sei se são viciadas ou não. Nesse mundo onde o cidadão não sabe se na verdade é um cidadão, como acreditar que as máquinas enxergam nele um cidadão? Para a máquina ele é apenas um número e o número que eu sou não tem como saber se o que eu ponho na máquina é o que a máquina absorve e transfere. Assim, sendo um cidadão sem ser, o meu voto não tem qualidade, sei que tem um preço, custa caro cada voto do cidadão. As campanhas encampadas para obtê-lo custam fortunas espetaculares. Fortunas com números inimagináveis na mente de muitos cidadãos obrigados a votar.

E diante de tudo eu me pergunto se para o sistema, na hora de escolher quem eu não quero que me governe, o sistema me ver simplesmente como um cidadão ou eu não passo de mais um tópico para as estatísticas mentirosas de um sistema que mente para mim ao dizer que me ver como cidadão? Eu queria acreditar que meu voto tem um valor além do que eu imagino que seja o valor do meu voto. Eu queria estar errado ao imaginar que ao votar estou ajudando a levar para o poder alguém que roubará de mim uma saúde digna, uma educação digna, uma segurança digna e uma digna condição para que eu me sinta de fato, dentro do sistema do meu país, um cidadão, em meu país.






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