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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

A internet induz a erros

Gosto de postar-me na pele de um jornalista. Sento-me à máquina, sirvo-me um cafezinho, folheio displicentemente algumas revistas, balanço a cabeça como se estivesse aprovando ou reprovando. Com a caneta sublinho algumas frases, circulo asperamente algum dos títulos. Esboço às vezes breve sorriso, outras vezes franzo a testa como sinal de estupefação.

Levanto, chego na janela, olho o céu como se esperasse dele uma resposta, ou uma pergunta. Olha a rua e busco nas pessoas passando, objeções ou satisfações. Ligo a televisão, com o controle nas mãos passeio por diversos canais, encontro filmes e desenhos; encontro homens e mulheres ensinando receitas que provavelmente donas de casa não aproveitarão no seu dia a dia; encontro partidas de futebol de antes de ontem que passou ontem; padres e pastores proliferam canais falando de Deus e pasmo vejo Deus de várias formas (não pensei que Deus tinha tantas formas cristãs).

Volto para minha mesa com a importância de um jornalista que não sou, mas pondo-me, estou. Arrumo helenicamente meus livros, minhas revistas e meus jornais. Alguns, vejo, datam manchete do ano passado, algumas revistas até amarelaram suas folhas e um dos personagens citados acaba de ingressar no Exército. Para mim, minhas relíquias não têm data e nem têm idade. Devem pensar assim jornalistas importantes e famosos. Jornalistas que assinam colunas nos grandes jornais e nas grandes revistas, que palestram nos cursos de jornalismos para futuros jornalistas que serão o que eu não sou e agora me fantasio de ser... Jornalista!

E começo a dedilhar nas teclas de minha máquina, quando falo máquina, não me refiro explicitamente àquela de datilografar, mas, desta que me possibilita escrever sem papel e sem caneta, somente usando as pontas de alguns dos meus dedos. E ponho-me jornalista e como jornalista escrevo. Escrevo e publico e aí acontece a indução aos erros.

Escrevo o que quero, escrevo o que penso, escrevo o que imagino e publico. O meu público ao ler-me não se preocupa em pesquisar se é verdade o que escrevi, se é ficção de uma cabeça perseguidora, se é coisa de quem não tem o que fazer. Escrevi que as galinhas do planeta Mercúrio estão contaminadas e foram servidas na merenda escolar em um dos municípios do Rio de Janeiro. Para destacar crio uma manchete bombástica “Galinhas contaminadas de Mercúrio servidas a estudantes no Rio de Janeiro”. A desgraça está feita. É um tal de compartilhar, compartilhar... Daqui a pouco minha manchete está sendo discutida pelo Ministério da Agricultura, pela Polícia Federal e o presidente da republica aplaude, pois, tiraram os focos de outros problemas que pesavam em seus ombros.

E antes de por um ponto final na minha matéria jornalística, repasso a ortografia, as concordâncias e redundâncias, esboço um breve sorriso de satisfação, franzo um pouco a testa demonstrando preocupação e observo a mim...

“Como é fácil, através da internet induzir ao erro”.





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