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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Tudo pode acabar amanhã

Houve um tempo que o mundo tremia em cada desavença entre os Estados Unidos e a Russia, por pequenas coisas ou por coisa fenomenais.

Russos e americanos cresceram, se responsabilizaram e entenderam que não há vencedores numa guerra nuclear, quando muito, e benevolamente, haverá sobreviventes. Sobreviventes incapacitados para viver.

Há muitas formas de uma potência permanecer superpotência, eles entenderam, e a guerra fria estacionou no momento crucial, quando os dedos de lá e os de cá descansaram sobre os botões das bombas.

O mundo viveu um tempo de calmaria, de paz, de prosperidade e ausência de medo. O mundo parou de tremer diante das discussões entre americanos e russos, embora eles jamais pararam de discutir, só que, as discussões agora passaram para a esfera diplomática e isso tornou humana a sensação de superioridade do lado de lá e do lado de cá.

Em alguns pontos da ciência eles até se deram as mãos e de mãos dadas já se colocam no mesmo espaço no espaço. Ficou convencionado entre as nações mais poderosas do mundo que elas podem permanecer sendo as nações mais poderosas do mundo sem se agredirem, sem se ameaçarem, sem por o mundo de sobreaviso, esperando e temendo a qualquer momento o cataclismo, a catacombe, o apocalipse.

Americanos e seus aliados continuaram aliados. Russos e seus aliados continuaram aliados. Democracia e comunismo se reinventaram e se reconstruíram. Aprenderam a conviver e viver no mesmo planeta. Um sistema respeitando o outro. Um sistema criando uma fronteira em relação ao outro.

E o mundo jamais esqueceu que russos sempre serão russos e americanos sempre serão americanos. Qualquer dia, qualquer hora, tudo pode mudar. Guerras existem até mesmo entre irmãos. E o perigo retorna e não é retomado através da Rússia e dos Estados Unidos. O apocalipse escancara suas possibilidades através de um país minúsculo, em relação ao tamanho das superpotências. Um ditador que é dono de um país desde o tempo do seu avô, desde o tempo do seu pai e provavelmente passará a propriedade do país para os seus filhos e para os seus netos, se antes eles não se dizimarem dizimando o mundo.

O botão está nas mãos dos coreanos do norte. A cada dia eles se mostram audazes e ameaçadores. A guerra fria toma vulto e se agiganta. Os alicerces das grandes potências começam a tremer e nem precisa para isso, discussões. A Coreia do Norte quer superar-se e superar a História. Quer ser forte, mesmo que não exista depois a quem governar. Quer ser forte, mesmo se depois da explosão não existir espaço para sua força. O mundo põe-se em alerta. O mundo treme. As grandes potências estacionam suas armas de guerras mais letais cercando a Coreia do Norte e sem temer o cerco a Coreia do Norte desfila para o mundo o seu poderio bélico, o seu arsenal nuclear.

Sempre haverá homens loucos anestesiados pelo poder. Sempre haverá homens imbuídos em se transformarem no mais poderoso homem da Terra. A esses homens não importam se depois de apertar o botão nada mais reste, nem mesmo eles.

Recife, 16 abril 2017





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