-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Crônicas e Poesias
 
Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Ensurdecedor grito do silêncio...

Preciso de silêncio e o silêncio escandalosamente grita dentro de mim. Grita pelos cantos de minhas iras e decepções. Grita palavras chulas que normalmente eu não gritaria. Parece irado o silencio que grita dentro do meu silencio e eu preciso de silêncio para coordenar meus pensamentos, para analisar minhas atitudes e para tentar, filosoficamente, entender a alma humana e sendo eu humano, a minha própria alma.

Há uma revolução dentro de mim de proporção descomunal. Remexem-se dentro de mim uma profusão de sentimentos, alguns bons. Esses bons sentimentos tentam me mostrar o lado bom do mundo. O mundo tem seu lado bom, confiável, probo. Apesar de perspicaz, o mundo não é sádico e ele tenta nos conduzir para performances de paz e meus silêncios despertam com seus gritos guturais todos os silêncios que guardo dentro de mim.

Há uma torrente de maus sentimentos que se avizinham dos meus bons sentimentos. Os maus sentimentos parecem mais fortes, eles são traiçoeiros e nunca sabemos quando atacarão. Não nos desarmamos, simplesmente não nos armamos para criar defesas e sem defesas nos tornamos presas fáceis para o silêncio que escandaloso grita estridentemente dentro de mim expulsando, depois de espantar, o meu silêncio que somente quer um canto de paz para curtir o silencio dentro de mim.

O grito do silencio dentro de mim cria em mim esta vontade de gritar mais alto para fazer ecoar por todos os cantos do mundo as notas sonantes e dissonantes dos meus gritos. Quero explodir vidraças e tímpanos, quero me vingar dos gritos que ouvi dos meus rebentos pedindo silêncio. Meus rebentos saíram de mim e deixaram de me pertencer, eles gritam e seus gritos se juntam aos gritos do meu silêncio. Meu silêncio não se conforma, me acha passivo, compassivo. Por sua vontade eu reverberava alucinadamente pelos cantos do universo e fazia convergir para mim todos os meus ecos.

Meus ecos saindo de mim com sentimentos de iras, revoltas e decepções pode transformar-se em lâminas de gelo e com a velocidade da luz pode atravessar corpos e provocar estragos. O silêncio hipersônico pode causar mais estrago que o silêncio supersônico. O som que ele expulsar de dentro dele pode ser mais mortal que todos os sons que saírem de minha boca. Minha boca se fecha, o silêncio se acasala nela. Minha boca se fecha, minhas palavras nascem gritando, pedem silêncio, elas precisam de silêncio para se agruparem. Agrupadas tentarem entender quando a humanidade deixou de ser humana, quando a hipocrisia tomou conta da humanidade e criou uma sociedade onde a falsidade humanizou-se tornando desumana a humanidade.

Tudo o que eu quero é o silêncio para tentar entender o que houve e tudo o que o meu silencio não deseja é ficar em silencio e gritando escandalosamente ele me pergunta o que eu farei com o meu silêncio, pois, se permaneço em silêncio eu deixarei que meus rebentos deixem de me pertencer.





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: Violência contra a mulher não é somente o murro que transfigura ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: O valor de um ponto ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Xis da questão ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Saudade de quem amo ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: A ultima pedra ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Já vi anjos ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Palavras de um Anjo ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Saudade dos olhares ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Uma das minhas namoradas ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Aposentando a aposentadoria ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Você, o amor de minha vida ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: A energia do chão ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Palco ou plateia ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: O amor é um sentimento interino ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Minha derradeira roupa ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: A morte dos Três Patetas ( Crônicas e Poesias - Manoel Tupyara )

:: O homem na praça ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Eu, você, nós ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Desabrigo ( Crônicas e Poesias - Ana Fabyely Kams )

:: Fábrica de pirulitos ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )
 
 
LiveZilla Live Chat Software

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo