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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Palco ou plateia

O homem, não digo o homem, ser macho, sexo masculino, falo do homem, ser humano, gente, ente. Homem sábio. Falo desse tipo de homem. Que nasce e se incute projetos, se imbui de perspectivas e veste-se de ansiedades. É justamente desse ser que falo.

Todo ser humano, ao nascer, nasce com duas possibilidades, somente duas possibilidades, nada mais que duas possibilidades e não pode fugir da escolha, a escolha não é temperamental, é orbital, obrigatória, religiosa, imperiosa, portanto, obrigatoriamente determinante, determinada. Ao nascer o ser humano escolherá entre ser “Palco ou plateia”.

Ser plateia talvez seja mais cômodo, pode ser. As exposições são temporárias, quando elas existirem. As inserções na vida serão esporádicas, mas, existirão e muitas vezes serão relegadas. Quem escolhe ser plateia admite-se vestido sempre com capa sem sombra, não há refletores que lhe projete adiante e nem luz solar que lhe abra caminhos. Pode até ser mais marcante do que quem escolhe ser palco, mas, os ganhos na vida sempre estarão resguardados pelo medo, pela timidez, pela introspecção. Que adiantam as medalhas se elas ficam guardadas em um cofre? Que adianta a beleza do corpo se ela é mantida escondida em roupas vitorianas?

Ser palco é diferente, pode ser mais fácil, pode ser mais difícil. Quem nasceu para palco não está ligando para facilidades e dificuldades. Quer saber de brilho e de aplausos. Terá tempo de se importar se a luz que projeta sua sombra é natural ou artificial? Quer sombra do seu corpo, pois somente tem pro-jeta sombra quem está diante da luz, de refletores, de quem é banhado pelo Sol. Quem nasceu para palco está mais próximo das depressões, nãos aceita o anonimato e nem se compara com os piores. A mediocridade é uma ciência inaceitável em sua sociedade. Seus olhos só possuem visão para os vencedores, para quem faz das plumas o seu estandarte, para quem faz dos aplausos, seu cumprimento.

Enquanto, quem nasce plateia se sujeita a abraços tímidos, quem nasce palco chega e abraça escandalosamente, gargalha com barulho e faz do brilho do seu olhar faiscar de estrelas. Lá importa se o faiscar de estrelas é visto somente por seu olhar?

O homem quando nasce trás estigmatizado o sinal mar-cado “Eu sou palco!”, “Eu sou plateia!”. Na história das evolução humana, poucos vencedores, poucos heróis, ao nascerem, escolheram viver como plateia. Os grandes vultos, no mundo político, no mundo das artes, no mundo da economia, em todos os mundos viveram, vivem e viverão sob a capa do palco. São raros, os grandes vultos na história, que se inscreveram na história, tendo escolhido viver como plateia, escondidos e guardados da fama e do apogeu, como os elefantes se escondem dos camundongos. Há tantos gigantes anônimos e há tantos anões endeusados.

Você nasceu e quando nasceu seguiu um caminho. Deus em sua divina sabedoria, deu-nos apenas duas opções para escolhermos uma. Não há meio termo... Ou nascemos palco e nosso brilho é visto pelo mundo, ou nascemos plateia, e mesmo tendo brilhos, o mundo nos ignora. Exatamente assim, sem meio termo, sem meia medida, sem meia metade. Em muitas situações podemos ficar em cima do muro, ou adiamos nossa decisão, ser palco ou plateia é a única decisão que tem que ser tomada no exato momento em que nascemos.

Eu nasci para ser palco, assim me decidi, assim escolhi... E você?





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