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Elisabeth Camilo

[ Elisabeth Camilo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Tradutora, jornalista e mestra em Letras - Linguagem e Memória Cultural.

 

Malmequer, bem-me-quer, malmequer: a vitória da corrupção no paraíso chamado Brasil

Quando os portugueses descobriram a terra brasileira, perceberam rapidamente que aqui se estabeleciam dois pontos dicotômicos: o paraíso e o inferno.  O paraíso fazia os olhos se arregalaram e o pensamento fluir: tudo era belo, tudo era farto por aqui...  O inferno se mostrava nos mosquitos e outras pragas tropicais além da nudez que feria a concepção de pecado sob a ideologia religiosa europeia: os nativos tomavam banho a cada instante e não cobriam suas vergonhas...

Esses dois processos diletantes logo se ampliaram: o paraíso da madeira vermelha e de riquezas minerais sem fim e o inferno das guerras travadas com indígenas além de invasões de outras nações europeias...  Tratado de Tordesilhas, capitanias hereditárias, gente nobre vindo para um rústico país, esse era o fluxo que a história apresentava ao mundo nessas terras sem ninguém...  A corrupção nasce nesse interim: indígenas recônditos que traíram suas tribos e trocavam pau-brasil e riquezas minerais com portugueses cada vez mais gananciosos e portugueses que fraudavam a coroa portuguesa ficando com parte do que conseguiam para construírem impérios nesse lugar...

O tempo passou e esse troca-troca repudiante se manteve.  Vivemos o tempo da colônia, do império, da primeira e segunda repúblicas submetidos à cruel vilania dos corruptos e dos corruptores. 

Na chegada da família imperial ao Brasil, ricos permaneceram em suas casas ou as trocaram por grandes terrenos enquanto pobres foram jogados às traças... quando os ingleses vieram ao Rio de Janeiro, esconderam-se as vergonhas urbanas com muros bem pintados.   Hoje, as mazelas do povo são travestidas de promessas e sonhos que nunca se cumprem, ricos se tornam mais ricos, pobres mais pobres.  Um político outrora pobre se torna no futuro um bilionário ultrajante.  Uma mulher do povo se torna dama e cospe em seus empregados, outrora colegas de ofício.

Merece nossa atenção o desfolhar das opções que se revela aos olhos de quem se torna pessoa pública rica.  Esse cidadão só possui duas opções que se repetem continuadamente: fica conosco ou se auto exclui...

Mesmo com a melhor das intenções, o novo rico se vê cercado de abutres conhecidos ou de raposas cheias de experiência: quer mais, fica conosco...  Se não quer, a riqueza se encurta...  Mesmo na resistência para se manterem os bons princípios, as propostas de corrupção são tentadoras e no poder todos se tornam fracos.

Considerando as proposições citadas, talvez a corrupção já existia entre as tribos originais do Brasil, mas eles os nativos eram os bons selvagens, os inocentes ...   Hoje, se usam estratégias variadas para se corromper todo o sistema, de oratórias em favor dos mais fracos à apresentação de projetos grandiosos que garantem montanhas de dinheiro fácil.

Fica difícil encontrar os culpados no caso de corrupção endêmica no Brasil.  Todos somos corruptos e/ou corruptores porque o DNA desse mal veio de nossos ancestrais.  Enganamos os outros, vendemos com datas de validade vencidas, não cedemos lugar no ônibus. Intencionalmente erramos no troco ou não o devolvemos se veio em excesso.  Aceitamos que o fato de que “roubar, mas fazer” é válido e nos prostituímos no voto, o pagamento feito com cheque sem fundo...

No desfolhar metafórico da flor que temos nas mãos, cheias de pétalas, vamos no risco de apostar no bem ou no mal e quase sempre começamos com o negativo.  Ficamos apreensivos porque nos parece que o número de pétalas quase sempre é ímpar: malmequer...  





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