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Você está em Crônicas e Poesias
 
Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Violência contra a mulher não é somente o murro que transfigura

Eu era menino, tão pequeno ainda,
não sei porque você foi embora,
foi e nunca mais voltou, fiquei só,
abraçado pelo mundo, solto nele,
você não me viu crescer e nem viu
quando chorei com o dente a doer.

Talvez você não foi culpa sua,
talvez foi a solução derradeira,
era ainda tão pequeno, tão menino,
nem falava direito e já meus gritos
eu tinha que abafar para não ferir
a quem não importava minhas dores.

Para chegar onde você chegou,
que violência deve ter sofrido
para chegar onde você chegou?
E as violências continuaram depois,
todas as vezes que se lembrava
que deixou-se ausente aos filhos.

Quantas lágrimas deve ter chorado
na escuridão agonizante dos seus sonos
quando em sonho buscava incansável
a figura quase apagada dos filhos deixados
com a promessa interna de voltar um dia
e tê-los em seus abraços protetores.

Para chegar onde você chegou,
quanta violência deve ter sofrido
para chegar onde você chegou...
E como devem ter sido amargas
suas vitórias sem saber noticias
de quem deixou prometendo voltar.

Violência contra a mulher, hoje eu sei,
não é somente a bofetada em seu rosto,
o murro que lhe deixa o rosto inchado,
violência é a abstração da felicidade,
a retirada do direito materno de mães
que se privam dos filhos para viver.

Violência também é o aprisionamento da liberdade,
por ameaças e esmurramentos psicológicos,
é o fechamento insano de ouvidos de terceiros
que não se envolvem para não serem envolvidos,
violência é eu saber que alguém é maltratado
e por comodidade me mantenho esquivo e calado.





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