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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Quando a tarde parece que dorme

Parece que a tarde dorme,
há tanto silêncio na beira do rio,
há tanta calmaria entre as copas,
nem um pássaro corta os ares,
nem um barqueiro surge ao longe.

Parece que dorme a tarde,
sob as folhas servindo de tapete,
não há movimento de serpente,
nem uma aranha tecendo teia,
parece tudo envolto em madorna...

Não há nem um Saci Pererê saltando,
para onde foram as fadas e duendes,
há tanto silêncio no meio da mata,
parece que a tarde está com medo,
e se escondeu-se por trás da floresta.

Um raio de Sol teimoso e atrevido,
transpassa alguns galhos adormecidos,
choca-se contra o espelho de água correndo,
somente o rio não parece dormindo na tarde,
segue levando um velho tronco afogado.

Se aqui ela estivesse, sentada comigo,
assistindo o espetáculo da tarde dormindo,
certamente posaria para os meus pinceis,
se faria musa para um dos meus poemas,
se aqui ela estivesse, sentada comigo...

Distante ela está, em algum lugar dorme,
o quarto fechado com as cortinas cerradas,
o frio do quarto chegando com o zumbido surdo,
ela nem imagina que dormindo no meio da tarde
em algum lugar também, parece, a tarde dorme.

As folhas astutas da árvore sonolenta, se fecham,
fecham os caminhos por onde o raio de Sol passava,
as pequenas estrelas formadas na lâmina do rio
sumiram todas quando o raio de Sol foi embora,
vingativo levou as estrelas, diante dos meus olhos.

Se não fosse tão lindo, seria tão mórbido,
a mata parada vendo o rio correr manso,
seria tão tétrico se não fosse tão belo,
ouvir o silêncio da mata, dentro da mata,
ver a beleza de Deus enquanto a tarde dorme.





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