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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Eu quero ser adotado, por favor, me adote...

De perna para o ar, está o mundo globalizado. Cheios estão asilos onde velhos são enterrados antes que mortos fiquem. Crianças são aprisionadas em creches e internatos, condenadas que são por crimes cometidos pelos seus pais... São os órfãos malditos de maldito coito de um programa maldito. Nos manicômios, loucos vagam tateando mãos invisíveis, as mãos fogem e eles correm atrás das mãos. Gritam, esperneiam! Não surge de dentro das casas gradeadas, mãos visíveis para segurar as mãos dos loucos.

O mundo está ligado por meio de fios invisíveis e trilhos abstratos. Não há limite por onde chegar e nem para onde ir, tudo é possível no mundo que está de pernas para o ar. Limites há somente para o adolescente, trancafiado por crime que não cometeu. Ver de grades decoradas o mundo lá fora, muitos nem lembram das fisionomias dos pais, trancafiados em grades sem decoração. Mataram, roubaram, traficaram e ao matarem, roubarem, traficarem puseram seus filhos nos bancos dos réus, inapelavelmente a sociedade os condenaram e os inocentes passaram a ser culpados pelos crimes dos pais.

Os velhos gritam na noite, mijam na cama com medo dos monstros que invadem seus sonhos. Querem seus filhos, seus filhos não os querem. Moram em palacetes e recebem amigos importantes, não podem ter velhos em casa que mijam na cama e comem sujando a mesa. Onde estão os filhos dos velhos esquecidos que não se tornam filhos? Quantas vezes seus velhos abandonados secaram seus mijos nas camas e limparam de mesas, golfadas e vômitos? Crianças eles eram velhos e não foram abandonados. Velhos agora são crianças e estão esquecidos.

O mundo está abortando corpos nascidos e nesse caso, quem condena o aborto, aborta sem se sentir culpado. O aborto de vivos enche de vidas mortas as creches e internatos pelas estradas, os asilos pelos caminhos, os hospitais com corpos depauperados que não se reconhecem. Não é crime o aborto? Porque abortamos os vivos nossos e não nos condenam como criminosos, a sociedade? O aborto é considerado pela igreja pecado mortal, há uma vida ali naquele corpo sem vida. Há um espírito ali, naquele corpo ainda sem voz. Clamam e se reúnem cátedras e autoridades para discutir e criminalizar o aborto de ante vida. Quem grita e condena o aborto de pós vida? A sociedade ainda aplaude filhos que abortam seus pais em asilos, em pais que abortam seus filhos em internatos, famílias que abortam seus doentes em hospitais. Que lei infame é esta lei que se torna conveniente na hora de julgar e condenar os abortos?

A adoção precisa ser estimulada nesse mundo sem fronteira, onde minha imagem e voz chega no outro lado do mundo antes mesmo que eu termine de falar ou escrever. Não há limite nesse mundo globalizado. A globalização possibilitou abortamentos de vivos, condenando-os a mortes e prisões. Precisamos urgentemente adotar nossos vivos, nem precisamos adotar os vivos de quem não conhecemos. Temos vivos abortados em nossas famílias, filhos de nossos parentes sem condições de manter seus filhos. Temos abortados largados em asilos e internatos, esquecidos nas vizinhanças de nossas casas.

Quantos abortos nós não praticamos todos os dias? Quando jogamos fora porções de amor em nossos corações? Desamamos, odiamos, agredimos, esquecemos, deixamos para depois... Quem sabe se ao deixarmos para depois a adoção moral do filho de quem nos ajuda a viver, de um nosso irmão, de um nosso amigo, de um nosso desconhecido não o estamos livrando de ser condenados por crimes de amor que eles jamais cometeram ou cometerão?

Eu quero adotar você, por favor, me adote. Não adoção de corpo, eu já sei andar, muitos não sabem. Me adote em espírito, em intenção. Vamos doar uma fatia de nosso pão a quem tem fome e abortar da vida de alguém, a fome?





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