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Você está em Crônicas e Poesias
 
Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Não me provoquem depressão

Hoje precisei ser forte, muito forte e até audacioso necessitei ser hoje. Querem tirar minha identidade, querem abolir de mim meu dom, querem que eu deixe de ser eu e passe a ser um corpo em desvario. Até quem eu gosto, até quem mente dizendo admirar-me, se arma de armas para decepar de mim minha maior alegria, querem extirpar de mim a minha vida... Mato-me por não ser o que sou ou vivo para mostrar que sou o que pensam que eu não sou?

Ou sou forte ou será hoje que sucumbo diante do ostracismo que se apresenta. Ou sou forte ou a partir de hoje serei abandonado pela arte que me mantém vivo, ereto, hirsuto. E tudo parte principalmente de quem eu achava que nutria por mim, admiração... Arrogância minha imaginar que eu era admirado todos os dias.

Já ao despertar deparo-me com a condenação sumária e no despacho estampa-se...

"Você não é o que pensa que é. Você é uma fraude de você. Você é a maior apologia à mentira".

Afinal, não sou o que eu pensava que era? Não sou o que eu exercitava todos os dias e se todos os dias eu não era, o que eu era então, todos os dias? E se todos os dias eu não sou o que eu sou, afinal o que eu sou todos os dias? Ruídos em minha consciência me transportam para abismos, estou em revolução, crise existencial explode em mim, dentro de mim deixo de ter coração e mente, afinal todos dizem que eu não sou o que eu pensava ser e ecoa em meu cérebro...

"Você não é o que pensa que é. Você é uma fraude de você. Você é a maior apologia à mentira".

Afinal, sou ou não sou todos os dias o que em apenas um dia eu sou? E me circundam dúvidas e vergonhas. E se eu não passo de um plagiador de mim? E se, o que eu tiro de dentro de mim não passa de vazios existenciais existentes dentro de mim? Afinal, categoricamente você me afirma, com ciência ou sem ciência, que ontem eu não era e amanhã não serei o que hoje sou... Ou sou forte e não levo em consideração sua condenação ou me tomo em aberração e penetro nos labirintos apocalípticos da mais profunda depressão. Me rasgo, rasgando o que escrevi, me queimo queimando o que compus, guardo o que hoje eu criar, pois, segundo todos eu não passo de um dia, eu sou momento que começa e termina no mesmo dia.

Dentro de mim eu não sou assim, um hiato. Dentro de mim eu sou verbo que conjugo e sou conjugado todos os dias. Dentro de mim queima-me certezas... Sou poeta todos os dias e todos os dias serei poeta até que um dia desmorone meu corpo, a terra me tome e volte a ser semente, ainda assim não deixarei de ser poeta, pois, serei poesia. Dentro de mim não sou plágio de mim, dentro de mim sou poeta hoje, como fui ontem e como serei amanhã.

Sou forte e não deixo convencer-me pela sua mentira... Poeta sou todos os dias mesmo para aqueles que acham que poeta sou somente no dia que querem que eu seja.





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