-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Religião Outras
 
Jorge Hessen

[ Jorge Hessen ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Jornalista, professor e historiador (licenciado pela Unb) articulista e palestrante.

 

Angústia, consciência e reencarnação

O vocábulo angústia advém do latim angustia e significa estreiteza, espaço reduzido, carência, falta. Medo vago ou indeterminado, sem objeto real ou atual. É um temor intempestivo e invasor que nos sufoca (angere, em latim, significa apertar, estrangular) ou nos submerge.

Na filosofia existencialista, a palavra "angústia" tomou sentido de "inquietação metafísica" em meio aos tormentos pessoais do homem. No conceito sartreano, “é na angústia que o homem toma consciência de sua liberdade (…) na angústia que a liberdade está em seu ser colocando-se a si mesmo em questão”.[1]

Os materialistas sem norte acreditam que o ser humano é um ser imperfeito, aberto e inacabado. Segundo Heidegger, “a angústia é uma característica fundamental da existência humana. Quando o homem desperta para a consciência da vida, percebe que ela não tem sentido ou uma finalidade”. [2]

Afastando-nos desse materialismo decrépito, compreendemos que pelo princípio da reencarnação as raízes intensas da angústia frequentemente encontram-se entrelaçadas no curso de vidas passadas, construídas na culpa do Espírito, que reconhece o erro e receia ser descoberto. Portanto, é um estado mórbido que deve ser combatido na sua causalidade.

Por essa razão, a origem da angústia depressiva tem seu suporte no perispírito, e a rigor não tem raízes de causa na estrutura carnal. O corpo físico tão-somente reflete o estado da mente. O conflito do enfermo remonta a causas passadas, possivelmente remotas, com reverberação no presente através do psicossoma.

Certificamos que as mortes prematuras traumáticas (acidentes, suicídios, homicídios) naqueles que possuem grande reserva de fluido vital, impõem fortes impressões e impactos vibratórios na complexa estrutura psicossomática, formando no espírito um clichê mental possante no momento da morte.

Na reencarnação seguinte desse espírito, o amortecimento biológico do corpo carnal pode não ser suficiente para neutralizar os traumas registrados, em formas de flashes, dos derradeiros momentos da vida anterior. Essa distonia vibratória tende a reaparecer, guardando identidade cronológica entre as reencarnações. Os flashes impressionam os neurônios sensitivos do SNC (sistema nervoso central) e estes desencadeiam os angustiantes sintomas psíquicos via neurotransmissores cerebrais.

Obviamente o uso dos fármacos pode estabelecer a harmonia química cerebral, melhorando o humor de tais espíritos; no entanto, cuidam simplesmente do efeito, pois os medicamentos não curam a angústia depressiva em suas intrínsecas causas; apenas restabelecem o trânsito físico das mensagens neuroniais, melhorando o funcionamento neuroquímico do SNC.

Se os médicos muitas vezes são malsucedidos, tratando da maior parte das doenças fisiopsíquicas, é que tratam apenas do corpo biológico, sem acercarem-se dos traumatismos que os doentes apresentam na alma edificados em vidas anteriores.

Jesus nos enviou como legado um dos maiores tratados de psicologia da História: a Codificação Espírita, cujos preceitos traz à memória humana a certeza de que apesar das chibatas visivelmente destruidoras da angústia, o homem precisa conservar-se de pé, denodadamente, marchando firme ao encontro dos supremos objetivos da vida, enfrentando os obstáculos como um instrumental necessário que Deus envia a todos nós.

 

Referência bibliográficas:

[1]SARTRE, J. P. O Ser e o Nada: Ensaio de ontologia fenomenológica, trad. Paulo Perdigão Petrópolis: Vozes, 2002.

[2] CHAUÍ, Marilena. Heidegger, vida e obra.  In: Prefácio.  Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1996.





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: Angústia, consciência e reencarnação ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: O passe não modifica as coisas, para nós, mas pode modificar-nos a nós em relação às coisas ( ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: A criança livre é a semente do malfeitor ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Fábulas da carochinha e o ancestral “espiritismo” à brasileira ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Bullying e desencarnações prematuras ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Abrigar e conviver com todos ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: O “dia dos mortos” igualmente deve ser um dia de reverência à vida ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: O “Pacto Áureo”, um livro, uma estratégia, um arremedo doutrinário ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: “Armar” a população é inútil; “Amar” o povo - eis o caminho da paz ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Os sucessivos intervalos no desenvolvimento do Espiritismo ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: O Evangelho é e sempre será a ferramenta definitiva da paz ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Compreendendo o Politeísmo. ( Religião Outras - Roberto Bastos )

:: Eu não sou mais espírita! “Ex-espírita” será imaginável? ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: As bebidas alcoólicas são tóxicos fatais ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: “Sim” ou “não”, eis a questão ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: O suicido ante a cordilheira de apelos vazios na mente dos jovens ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Acatemos a dor física como educadora da alma ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: “Andar com fé eu vou...” ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: As expressões “Kardecismo” e/ou “kardecista” não devem ser desestimadas ( Religião Outras - Jorge Hessen )

:: Intersexualidade, o ser humano não se reduz à morfologia de “macho” ou “fêmea” ( Religião Outras - Jorge Hessen )
 
 
LiveZilla Live Chat Software

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo