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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Momento divisor

O Brasil acordou hoje no limiar da incerteza de como despertará o Brasil amanhã. O Brasil acordou hoje com medo do Brasil, preocupado com o Brasil, inseguro com o Brasil. O Brasil acordou com medo de mais tarde, acordou o Brasil com medo de necessitar, sentir vergonha do Brasil.

A justiça brasileira jamais esteve em situação tão extrema como estará hoje. A sociedade brasileira espera que a sociedade seja ouvida e a sociedade está dividida e dividida por uma divisão arriscada, perigosa, truculenta e dirigida, parte dela, por pessoas de índole má, aspergindo ódios e frustrações quando fala, conclamando seus exércitos para o derramamento de sangue, se preciso for, na tentativa de afirmar posição e transformar o país numa sucursal de países onde ditadores se fazem lei.

A justiça brasileira hoje está com a faca e o queijo nas mãos, ou, a justiça brasileira hoje se postará na corda bamba.

Há dois lados estabelecidos no Brasil. E dois lados marcados pela radicalidade. Não tem como ausentar-se desse momento frágil que a sociedade brasileira está vivendo e acompanhando... E o grande problema do dia, hoje, não está na resolução em si da decisão tomada pelos membros do STF, mas, o seu desdobramento. Há advogados de grandes e pequenas bancas com suas atenções voltadas para Brasília. que usará com toda convicção, para os seus clientes enrolados com a lei, o mesmo tratamento dispensado a um condenado enrolado com as leis.

"Se no pão dele tem manteiga, quero manteiga para o meu pão", estarão corretos os advogados que pensarem assim, tomando por base o que for decidido hoje pelos membros do STF.

Em Brasília, Ministros da Justiça, que não deveriam ser e nem se sentirem estrelas, posam sem nenhum pudor ético e profissional como megas estrelas, reluzentes estrelas do "business world". Os dogmas e paradigmas jurídicos e morais são abandonados e trocados por caras e bocas dignos de "pop stars".

A justiça brasileira está com a faca e o queijo nas mãos, mas, o queijo pode de ser pedra e a faca uma banana de dinamite.

Quantos Habeas Corpus, anualmente, são julgados por esses seres que estão se vendo, e, se considerando deuses galácticos? Eram para se verem simples servidores públicos, alçados, tudo bem, a um dos mais importantes postos da vida pública. Não! Eles querem o estrelato, querem a pompa destinada aos grandes mitos, querem ser vistos como deuses do Olimpo, quem sabe, ao se olharem no espelho não se vejam como são e se vejam como Zeus?

Quantos Habeas Corpus são julgados por esses ministros anualmente, e nenhum ganhou tanta repercussão como esse e a culpa não é do condenado. O condenado está fazendo o seu papel de condenado. A defesa do condenado está fazendo o seu papel de defesa do condenado. Todo condenado é inocente, todo culpado está sendo injustiçado, desde o mais feroz dos traficantes, como era inocente, como era bom e como era humano o Pablo Escobar... Não há, nas penitenciárias nenhum condenado culpado, todos os culpados são inocentes, tal qual o senhor Lula.

Não deveria haver esse festival de glamour em torno de uma questão corriqueira no STF, em torno de uma rotina na vida de juízes graduados, no entanto...

A sociedade dividiu-se e foi dividida pela insensatez daqueles que por obrigação deveriam ser sensatos. A sociedade está prestes a se tornar pivô de uma carnificina alimentada e insuflada pelos membros irresponsáveis de um partido que desafia descaradamente a lei do país, a Constituição do país e as forças constituídas do país.

O Supremo Tribunal Federal está com as calças nas mãos, abotoadas, faltando afivelar o cinto.

Se afivela, parte da sociedade brasileira, a honesta, se sentirá protegida, saberá que possui um organismo jurídico isento, imparcial e preocupado com o amanhã do Brasil. Se não afivela o cinto e deixa a calça cair, parte da sociedade, a corrupta, se sentirá estimulada a continuar roubando o país, destruindo todos os alicerces da democracia e sem nenhum respeito ao futuro do Brasil.

Em todos esses anos, nem mesmo no tempo da ditadura, teve o STF missão tão espinhosa.

Há criminosos de alta periculosidade com ouvidos e olhos atentos ao julgamento de hoje. Se tornará jurisprudência o que for decidido pelos homens que se veem deuses. Há traficantes e estupradores ferozes e malvados, há pais que lançaram filhos no abismo da morte, há filhos que atiraram seus pais nas trevas da morte, há assaltantes condenados e presos em contato com os seus advogados, algumas bancadas ricas e poderosas dentro do mundo jurídico brasileiro aguardando somente o resultado desse julgamento para reclamarem tratamento igual, como está na Constituição brasileira "todos são iguais perante a lei".

Os seres trasvestidos de deuses, hoje terão suas faces expostas como sendo pop stars, não somente eles. Eles são hoje suas mulheres e maridos, seus filhos e netos, seus pais e seus irmãos. Estes, mais que eles, serão apontados nas ruas e nos salões de beleza como heróis ou como algozes da democracia. Eles, mais que as estrela togadas, serão os alvos diretos da culpabilidade do derramamento de sangue que venha ocorrer no país, na perpetuação da bandidagem camuflada de políticos, na pilhagem futura de outras instituições do país.

O STF está diante de um bolo. Pode ser um bolo doce e macio, pode ser um bloco de granito.

Ou o STF sai hoje como baluarte da defesa da democracia e não permite que um condenado tripudie do STF ou ou STF faz como o cachorro do meu vizinho, que tem medo de gato, põe o rabo entre as pernas e foge correndo para se esconder embaixo da saia de sua dona, permitindo que o chefe do Mensalão e do Petrolão volte para concluir o que não teve tempo de concluir...

Afundar de vez com a nação brasileira, transformando-nos hoje nos venezuelanos de amanhã - perdoem-me os venezuelanos.

Que Deus em sua sabedoria magnânima, ilumine as mentes dos membros do STF que odeiam o país, odeiam a paz, odeiam seus filhos e netos, odeiam os seus pares, odeiam os seus vizinhos, se odeiam e inspire neles o senso da justiça democrática, não permitindo que o país se bandeie definitivamente para a pátria onde corruptos querem transformá-la em pátria deles.

Que Deus em sua sabedoria magnânima, ilumine as mentes dos membros do STF que amam o Brasil, amam a paz, amam o progresso, amam seus filhos e netos, amam seus pares, amam seus vizinhos, se amam e sobretudo, amam a justiça que defendem, colocando o Brasil novamente nos trilhos da honestidade, da decência e assim, brasileiros que amam o Brasil se orgulhem ao gritem para o mundo...

"Eu sou brasileiro, com muito orgulho, sim senhor!"

Depende exclusivamente, dos membros do STF.





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