-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Política
 
Manoel Tupyara

[ Manoel Tupyara ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Bacharel em comunicação social, habilitação jornalismo, graduado pela Universidade Gama Filho

 

Enquanto houver pejosos as esquerdas não andarão a pé

O debate para governador do Rio de Janeiro, através da Rede Bandeirantes de Televisão foi um verdadeiro fiasco, os oito candidatos fizeram os seus discursos que não apresentaram nada de novo. A retórica foi a de sempre, repetiram o prato feito de comida. Nenhum deles, como já era de esperar satisfará os anseios do povo fluminense.  O sermão foi o que: ”eu já vi este filme várias vezes”.  Há tanto que pedimos oxigenação na política brasileira, com novos nomes, novas idéias, novas visões e estes sevandijas têm a absoluta certeza que serão como de sempre reeleitos para mais quatro anos de mandato eletivo, visto que sempre trabalharam ao longo da legislação para que essa ocorrência volte mais uma vez a acontecer. Infelizmente, esta continuidade no nosso sistema político advém desde a nossa colonização. O nosso problema é puramente cultural, nós brasileiro temos como comportamento a conveniência, não somos um povo aguerrido por natureza, haja vista que ficamos vinte e um anos sob a tutela de um regime totalitário, onde seus líderes eram déspotas e nós como povo baixamos a cabeça e não foram poucas as vezes que batemos palmas e pedimos suas sagrações.

Ontem, nós fluminenses ouvimos aquilo que não faz bem aos nossos ouvidos ao longo dessas cinqüentas décadas, e este cenário foi que nos assassinou durante todo este tempo e hoje estamos dentro de um esquife, de onde não podemos ver a luz do sol e nem podemos aspirar um novo oxigênio.  

Nenhum daqueles postulantes ao cargo do chefe do executivo fluminense tem capacidade técnica e intelectual para administrar um Estado tão emblemático como o Rio de Janeiro. Eles, na pasta que lhe será confiada, com certeza lerão o texto de posse de cabeça para baixo. O nosso Estado vai ficar pior do que já está, nem Cristo descendo a Terra vai ajustar a rapioca maior, que está preste a se instalar pelas bandas de cá.

Por incrível que pareça a expressão mais infeliz que pude observar nesta noite foi a da deputada Márcia Tiburi, do Partido dos Trabalhadores, como sigla de esquerda esperávamos coisas concretas, política de ação aos problemas crônicos de nosso estado que até então ninguém ousou resolvê-los, mas não! A gaucha, da cidade de Vacaria, graduada em filosofia e artista plástica que quer ser governadora do Rio, igual ao  conterrâneo, Leonel de Moura Brizola, deve estar querendo repetir o velho “caudilho”, foi um desabor total. Jogou conversa fora; primeiro começou a falar sobre o ex-presidente Lula que está preso em Curitiba, (ela vestia uma camisa de malha com a estampa do rosto do ex-presidente). A pergunta direcionada a ela não tinha nada relacionada ao Inácio Lula da Silva, quer dizer: totalmente fora de propósito. Depois colocou em prática a política segregacionista dos partidos das esquerdas, com o objetivo de granjear votos da maioria étnica do Brasil, que são evidentemente dos negros e mestiços.

Inconcebível, foi ela se cognominar branca, quando na verdade ela é uma mestiça, pois seu fenótipo mostra isso, com fisionomia densa, cabelos não lisos, tom de pele híbrida. Ao falar diante das câmeras enxergou que ali todos eram brancos, se referindo que no local não tinha nenhum negro. Por sorte, o ex-jogador Romário, também postulante ao cargo de governador, reparou-a se autodenominando negro.  

Se os partidos de esquerdas quisessem fazer alguma coisa pela etnia negra do Brasil, teriam em primeiro lugar: difundir que o negro é maioria no país. Depois do continente africano, o Brasil é a nação que habitam mais negros e mestiços. Isso seria excelente, para poder conscientizar os negros que aqui nasceram e vivem que eles são imperantes em termo de porção.

Em segundo lugar: agora vem o mais difícil e crucial, pois com isso não pode fazer a política de excreção, razão do qual se mantém uma lei de antirracismo sem a menor praticidade, que foi implantada na constituinte de 1988 com a anuência dos deputados federais Carlos Alberto de Oliveira, Benedita da Silva e outros constituintes negros da época. 

Fabulizaram uma contravenção penal, que deram o nome de “injuria racial”. Na prática é um incentivo a propalação ao preconceito étnico e isso ocorre com freqüência em nosso território, ninguém que comete esta infração é preso ou responde processo; paga-se uma fiança arbitrada pela autoridade policial, assina-se um termo na delegacia e o autor do delito sai ileso pela porta da frente pronto para fazer o mesmo ou pior.

O que é intrigante nesta história é que os partidos de esquerdas, como; Psol, PCdoBrasil e PT, são facções de legisladores, ou seja, são eles que fazem as legislações que temos que seguir como sociedade civil e ordeira, ratificando as nossas instituições sólidas.

Então, têm o queijo e a faca nas mãos. Por que não revoga esta contravenção penal? Porque não reúne os Presidentes do STJ e STF e seus dez ministros? (de cada Supremo). Porque não reúne a PGR? Porque não reúne os líderes de cada partido no Congresso Nacional? Porque não reúne a OAB e a sociedade civil em geral, sentam-se diante das mesas e parlamenta-se uma lei única e austera para golpear o racismo no Brasil? Isso é possível sim, é questão de boa vontade política. Isso não interessa como Cartilha ideológica aos partidos de esquerdas, porque assim, eles não vão poder bradarem o sim, das minorias nas representações de Poderes no Brasil.

Eles (os partidos de esquerdas) não fazem isso, com receio de perder a soberania, desse modo não vão poder fazer política, não terão argumento para enganar os mais incautos. Nunca vimos um deputado negro de esquerda aparecer reivindicando mudanças na lei de racismo, o único deputado que o fez, pasmem! Foi o Aécio Neves, de direita e branco, pode? Agora, irá começar a propaganda Eleitoral na televisão e muitos postulantes negros, integrantes dos partidos vermelhos vão pronunciar a palavra racismo como plataforma eleitoral. Procurar os votos daqueles que não tiveram oportunidades, pouca que fosse, para se instruírem e enxergarem além da linha do horizonte. Aqueles que os fazem de burros de carga, para continuar mantendo-os sobre seus cansados lombos, em um benefício covarde de quatro anos de legislatura, onde esses crápulas (que aprenderam com a elite e, que tanto condenam) sem a mínima dignidade de usarem os irmãos de etnia, como a continuidade da escravidão em prol de si e suas famílias. Enquanto houver cavalo São Jorge não a pé, ou seja; enquanto houver pejosos as esquerdas no Brasil não andarão a pé.





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: Uma petista falando da realidade petista ( Política - Jorge Azevedo )

:: Falta Lei séria no Brasil ( Política - Manoel Tupyara )

:: Enquanto houver pejosos as esquerdas não andarão a pé ( Política - Manoel Tupyara )

:: Entre a Cruz, a foice e o martelo. ( Política - Roberto Bastos )

:: Reflexões que o povo brasileiro deve fazer III ( Política - Nylton Batista )

:: Reflexões que o povo brasileiro deve fazer IV ( Política - Nylton Batista )

:: Reflexões que o povo brasileiro deve fazer II ( Política - Nylton Batista )

:: Reflexões que o povo brasileiro deve fazer I ( Política - Nylton Batista )

:: Momento divisor ( Política - Jorge Azevedo )

:: Lula e a caravana da dúvida ( Política - Jorge Azevedo )

:: Liberdade para Lula ( Política - Jorge Azevedo )

:: A bagatela do cafezinho de Lula ( Política - Jorge Azevedo )

:: A crise no Rio de Janeiro. ( Política - Roberto Bastos )

:: PSDB, o partido que não sabe o que quer ( Política - Jorge Azevedo )

:: Sobre as terceirizações ( Política - Roberto Bastos )

:: As mentiras de um governo ( Política - Jorge Azevedo )

:: Presídios lotados ( Política - Roberto Bastos )

:: Confissão de culpa ( Política - Jorge Azevedo )

:: Toalhas de prato ( Política - Jorge Azevedo )

:: Provas e evidências ( Política - Jorge Azevedo )
 
 
LiveZilla Live Chat Software

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo