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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Uma petista falando da realidade petista

Muitas pessoas dizem que sou anti petista, não gosto de Lula e não vejo as benfeitorias que ele fez para o Brasil em favor dos pobres... Contarei um caso que conheci esta semana.

Entre os meus projetos beneficentes, incluo o Hospital Oswaldo Cruz, em Recife. Um hospital de referência no tratamento oncológico. Estive lá essa semana, conversando com uma das assistentes sociais sobre o meu projeto "Natal sem tristeza", quem quiser conhecer, me pergunte que eu explico e se quiser participar...

Conheci uma senhora, moradora de Primavera, um município de Pernambuco. Ela amputou uma de suas pernas por causa do SUS, exclusivamente, por causa do SUS, exclusivamente pelo descaso que o então "´presidente" Lula dispensava à saúde dos pobres - fossemos um país onde as Comissões de Direitos Humanos do Congresso Nacional não se preocupassem em ver o bem estar de um condenado e preso, teriam sabido da história dessa mulher e tomado alguma providência. Há exatos 12 anos ela sentiu uma fisgada na perna direita - 12 anos estávamos no auge do governo Lula, o protetor dos pobres -, ela chora quando conta e me contou detalhes, pois eu lhe disse que escreveria a sua história. Sentindo a fisgada procurou o posto médico da sua cidade. Foi diagnosticada leve luxação no músculo, ela fez o tratamento com compressa de gelo e pomadas. Sem nenhum exame, segundo ela, sem nenhum toque, apenas o médico cubano olhou e diagnosticou.


O mal estar na perna passou a incomodar tanto que ela não conseguia dormir e passou a não tocar com a perna no chão. Um dia, ao levantar da cama, caiu e quebrou a perna. Não havia ambulância disponível e nem ortopedista na cidade, ela esperou, com a perna quebrada, urrando de dor, por mais de seis horas, quando conseguiram uma kombi e a trouxeram para o Hospital da Restauração. Feito o raio-X foi diagnosticado outras pequenas fraturas. Foi engessada e mandada para casa dois dias depois. Como a dor não cessava e aumentava voltou ao Hospital da Restauração. Uma estagiária atendeu-a e pediu, pela primeira vez, quase 1 ano depois da consulta com o médico cubano, alguns exames e nos exames diagnosticaram câncer ósseo. Ela foi levada ao Hospital Oswaldo Cruz, onde ficou 10 dias tomando comprimidos para a dor, somente. Não havia médicos para atendê-la.

Sua filha entrou com um Mandado de Segurança, pois, não suportava ver a mãe gritar de dor e definhar. Com o documento judicial na mão, ela foi operada depois de 21 dias internada, teria que colocar um aparelho, não havia no hospital e nem havia previsibilidade de aquisição. Ela permaneceu internada por mais 18 dias, quando teve seu quadro agravado por infecção. Amputou parte da ante perna, quase na altura da panturrilha. Não havia vaga na sala de quimioterapia e o aparelho de radioterapia estava quebrado, ela precisava ser levada a uma clínica no Derby, quando, e isso era normal, faltava ambulância, sua filha lhe levada num Fiat Uno. Deitava o banco traseiro, colocavam uma espuma e ela ia deitada. Muitas vezes faltou a sessões por incapacidade de locomoção.

Diante do quadro que se apresentava fez outra cirurgia, onde foi amputada parte da perna, 25 centímetros acima do joelho. O tempo de internação já durava mais de 90 dias, quando voltou para casa. Três vezes por semana necessitava estar em Recife. Duas vezes para a radioterapia e uma vez para a quimioterapia. Algumas das vezes voltava sem ter feito porque, ou não tinha medicamento, ou a máquina estava quebrada. A farmácia do Hospital Oswaldo Cruz fornecia a bateria de medicamentos que ela necessitava tomar Uma vez por mês sua filha ia lá buscar e em nenhuma vez sua filha chegou em casa com todos os remédios. Sempre faltava um ou dois, houve algumas vezes que faltaram todos. São remédios controlados e caros, ela ficava, como tantos outros, sem prosseguir com o tratamento e cada comprimido não tomado contabiliza-se menos um dia de vida... Como ela diz hoje, "e isso no auge do governo desse que enganou os pobres" - não são palavras minhas, um anti petista nato, são palavras de alguém que votou e fez campanha inflamada para Lula "o mentiroso que prometeu tirar a pobreza da miséria", não são palavras minhas, um anti petista nato e convicto, volto a afirmar, mas de alguém que vestiu a camisa do PT, a camisa de Lula e hoje faz questão de se mostrar como "consequência da mentira", não são palavras minhas.

O ano passado, 11 anos depois, ela ganhou de uma ONG o tratamento humano para sua doença, fez as sessões de quimioterapia, está fazendo ainda algumas sessões de radioterapia e ganhou uma cadeira motorizada. Tentaram lhe dar uma prótese, mas, como a cicatrização teve problemas, não conseguiram adaptar, pelo menos com a cadeira ela se tornou menos dependente...

Depois de contar a sua história, eu até fiquei espantado com a sua facilidade idiomática, ela confessou-me que é professora, está encostada, ainda não está aposentada e para concluir ela disse algo chocante... Disse com sorriso de desdém nos lábios...

"Eis aqui meu amigo, o estado que Lula pôs, a saúde e a educação, num cadeira de rodas".





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