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Wendson Medeiros

[ Wendson Medeiros ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Geógrafo, M.Sc., Professor Universitário e Consultor em Meio Ambiente e Turismo.

 

O Turismo e a Recolonização do Nordeste brasileiro

O turismo é mesmo uma atividade fascinante. Através do turismo, é possível conhecer e vivenciar lugares com naturezas e culturas diversas, paisagens exóticas, inóspitas e exuberantes. Porém, sempre com um forte subjetivismo, haja vista que tais atrativos são vistos e percebidos de modo diferente de acordo com o olhar de cada turista, pois cada um tem uma visão de mundo diferente em função de sua bagagem cultural acumulada ao longo dos anos de vida.

Outra coisa que faz do turismo uma atividade fascinante é a sua dinamicidade na reorganização territorial dos espaços dos quais se apropria. O turismo faz lugares esquecidos no mapa despontarem na mídia como o paraíso dos turistas. Inserem nesses lugares estruturas modernas, contraditórias ao lugar, tornando-os lugares globalizados. Para muitos, casos como estes são tidos como exemplos de desenvolvimento proporcionado pelo turismo. Para outros, a idéia é exatamente o contrário.

Além disso, um outro fascínio do turismo é a possibilidade de retorno ao passado. Falo isso não em função da viagem no tempo que o turismo nos proporciona quando visitamos lugares históricos, museus, templos e estruturas de períodos longínquos. Esse tipo de viagem geralmente é sempre agradável e enriquecedora para o visitante. Refiro-me a um outro tipo de viagem ao passado, pouco percebida pela grande maioria da população, e que vem ocorrendo no Nordeste brasileiro.

O Nordeste, como sabemos, foi a primeira região do Brasil a ser colonizada, com o advento do açúcar e a mão-de-obra escrava. Essa colonização se concentrou no litoral do Nordeste, dando origem às suas principais cidades, como Salvador e Recife. Também, esse tipo de colonização possibilitou ao Nordeste o status de região atrasada e miscigenada por muito tempo. O atraso devia-se à permanência das estruturas agrárias e da dominação das terras como no tempo colonial. Isso ainda se percebe hoje, em grandes partes do nosso território. A miscigenação, por sua vez, devido à presença de brancos portugueses, negros africanos e índios nativos. Esse processo tornou o Brasil um país de grandes diversidades culturais e sociais.

No período colonial, o domínio português foi marcado pela posse de terras e pelo domínio político. E hoje, o que se percebe? Esse processo parece se repetir. Contudo, com uma roupagem diferente, afinal estamos no século XXI. Como podemos perceber isso? Ora, basta analisar as propriedades de terras ao longo da nossa costa. Desde o RN até a BA é possível verificar cada vez mais terras nas mãos de europeus portugueses, espanhóis, italianos e franceses destinadas a abrigar empreendimentos turísticos e imobiliários visando a atender, especialmente, uma demanda turística externa, fazendo valer suas leis e falar mais alto o capital internacional. Esse mercado imobiliário tem no euro sua principal moeda. Basta entrar em um shopping center de Natal ou Fortaleza para verificar o boom de escritórios de imobiliárias com ofertas em outras línguas e atendimentos bi e trílingue. Isto é fato e notório.

Agora, perguntemo-nos: quantos resorts e projetos de empreendimentos turísticos genuinamente brasileiros existem na costa do RN ao CE? Certamente, poucos frente ao grande número de empreendimentos europeus em funcionamento ou projetados.
Diante de tudo isso, as evidências são fortes para que acreditemos numa espécie de recolonização à moda do século XXI. Não é mesmo fascinante o turismo? É o outro lado da mesma moeda!





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