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Adriana Lopes

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Credibilidade, a busca pela objetividade, abordagem de temas interessantes, a importância da apuração. Especializando-se em Gestão de Pessoas.

 

Itapuã: História, Diversidade e Beleza

“passar a tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã, ouvindo o mar de Itapuã, falar de amor em Itapuã”... Apesar de Vinícius de Moraes e Toquinho terem composto essa música em 1969, esta ainda retrata a poesia do cotidiano no bairro de Itapuã, em Salvador, para os moradores e encanta visitantes.

Conta a história que uma pedra roncava sempre que a maré estava vazante e por ter sido habitada por índios, isso deu origem ao nome do bairro que em Tupi Guarani quer dizer “pedra que ronca”, um dos mais famosos bairros de Salvador.

 Em 1873, sobre a Pedra da Piraboca, o Engenheiro Zózimo Barrozo construiu, para sinalizar bancos de areia ali existentes e orientar a navegação marítima de Salvador, um Farol com 21 metros de altura, originalmente pintado de roxo-terra que emitia uma luz fixa branca, facilitando assim a navegação de embarcações que vinham de longe. Apresenta a forma de uma torre, toda em ferro fundido. Em 1939 passou a ser pintado em faixas horizontais de cor branca e laranja e, em 1950, sua pintura foi novamente modificada para o branco e vermelho, cores que mantém até hoje. Na década de 50, o bairro abrigou uma vila de pescadores que viviam do artesanato, da pesca e da carpintaria naval. Porém, o que os enriqueceu, foi a pesca da baleia para fazer o refino do óleo que, posteriormente, seria vendido e utilizado na iluminação pública. 

Tirar do mar o sustento para a família ainda é cenário nos tempos de hoje, é o caso de Nelson dos Santos, 54 anos. “Eu sou filho do Rio Vermelho, mas já faz 40 anos que estou em Itapuã, lugar que escolhi para morar por causa do mar ser cheio de peixe, e pescar é minha vida, é de onde tiro o pão de cada dia”. A Colônia Z-6 tem 2.800 pescadores cadastrados e o encanto desses homens no mar ainda é espetáculo de manhã cedo e nos finais de tarde.

Foi nos anos 70 que Itapuã passou a receber pessoas que vinham de longe fixar residência, sendo ocupada por loteamentos e condomínios, tornando-se um dos bairros residenciais mais populosos e populares de Salvador, abrigando aproximadamente 270 mil pessoas.

Se nos dias atuais a tranqüilidade dos tempos passados já não existe mais, a urbanização não substituiu o encanto e o romantismo de Itapuã. “Apesar das mudanças, o bairro ainda preserva algumas características do passado, onde as pessoas se sentam na calçada para ver o fim de tarde”, afirma a artista plástica Jaqueline Azevedo, nascida e criada no bairro.

Localizado na região nordeste e distante cerca de 23 km do centro de Salvador, Itapuã está protegida por arrecifes, oferecendo águas claras, tranqüilas e piscinas naturais para banhos de mar, bem como ondas fortes para a prática de esportes nas proximidades do Farol. Visitantes lotam barracas de petiscos à beira mar, o famoso acarajé de Cira no Posto 12 e encontram comércio variado, pousadas e hotéis como o Catussaba, o Mar Brasil Hotel – o qual abriga a casa onde viveu Vinícius de Moraes e o Sofitel Salvador, entre outros. No bairro está localizado também o patrimônio ambiental e turístico (tombado em 1987) Parque Metropolitano do Abaeté ou lagoa do Abaeté (como é conhecido), com criação em 1993, cujo acesso se dá pela Avenida Dorival Caymmi. São mais de 12 mil metros quadrados de preservação que transformam o espaço num dos maiores centros de lazer ecológico do Nordeste, onde foram criadas a Casa das Lavadeiras, com a intenção de evitar a poluição da água com a lavagem de roupa e a Casa da Música da Bahia que reúne um acervo de música, vídeo, fotos, livros e instrumentos musicais que retratam as qualidades da música baiana.

No Abaeté também estão localizados alguns bares e restaurantes, que oferecem um cardápio e variado e música ao vivo. Neste universo de diversidade cultural e artística, podemos destacar obras como a Sereia de Itapuã, escultura símbolo feita pelo artista plástico Mario Cravo Jr., inaugurada em 1958, representa a religiosidade, mitologia e fascínio da Igreja pelo mar e tornou-se ponto de referência para moradores e visitantes.

Nossa Senhora da Conceição, construída como Capela em 1625, tendo sido elevada à categoria de Paróquia em 1815 e é o local onde ocorre no dia 8 de dezembro, a tradicional Lavagem de Itapuã que inclui novena e várias celebrações. Ifê, escultura do artista plástico Carlos Bastos, começou a ser esculpida em 1994 com recursos do próprio artista, tendo sido concluída em 2002.

Por tudo isso, embora o cenário que inspirou tantos poetas tenha mudado bastante, Itapoã continua o lugar perfeito para falar de amor. Ou, para quem está longe, lembrar saudoso como Dorival Caymmi, em Saudade de Itapoã "Coqueiro de Itapoã - coqueiro! Areia de Itapoã - areia! Morena de Itapoã - morena! Saudade de Itapoã - me deixa!".





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