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Mauro Moura

[ Mauro Moura ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Produtor Cultural

 

“Y” foi aceito

  “As armas e padrões portugueses postos em África e na Ásia, e em tantas mil ilhas fora da repartição das três partes da terra, materiais são e pode-as o tempo gastar; pero não gastará doutrina, costumes, linguagem que os portugueses nestas terras deixarem”. João de Barros, “Diálogo em louvor da nossa linguagem, in Grmática da Linguagem Portuguesa, Lisboa 1975, pág. 391. 

Para tudo! Para você redigir um bom texto sem erros ortográficos terá de se acostumar às novas regras que deverão entrar em vigor e uma delas é que não existirá mais o acento agudo para distinguir a forma escrita da palavra “para”. O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição).

Outro fato (ou facto?) interessante é a adoção das letras “Y”, “K” e “W” que passarão a serem aceitas no alfabeto da língua portuguesa, passando o mesmo de 23 para 26 letras, sendo que as mesmas já são usadas no Brasil há muitos anos em decorrência do anglicismo (ridículo!) que entrou em voga em nosso meio e em várias expressões utilizadas cotidianamente.

Tranquilamente os brasileiros também não mais errarão por não utilizarem o trema, haja vista que nem cinqüenta por cento da população freqüentemente deve se lembrar ou saber que ela existe, sendo a mesma abolida definitivamente de nossa forma escrita.

Ainda no ginasial o Prof. Ésio Garcia nos ensinou uma regra básica para não incorremos em erros na acentuação do “CREDELEVE”, que era o seguinte: as palavras nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos:

"crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, deveriam ser acentuadas com o circunflexo e doravante não serão mais e deverão ser escritas sem o acento ficando assim “creem", "deem", "leem" e "veem".

Não se assustem, tudo isto foi estabelecido em documento proposto em 1990 e estas mudanças só vão acontecer porque três dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), ratificaram as regras gramaticais e serão implementadas a partir de 2008.

Brasil e Cabo Verde já haviam assinado o acordo e esperavam a terceira adesão, que veio no final do ano passado, em novembro, por São Tomé e Príncipe.

Somos um contingente de mais de 250 milhões de lusófonos espalhados pelo mundo, aliás, a língua portuguesa é a única falada em todos os continentes de forma natural por herança nas várias comunidades de falantes da língua portuguesa pelo globo terrestre.

Também não se aborreça, com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado e no Brasil a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

Segundo o embaixador Luís Fonseca, Secretário-Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), "neste momento, o Brasil está trabalhando no sentido da sua entrada em vigor. Já existe um grupo criado para que se dêem os passos para a sua aplicação, portanto, os brasileiros contam em fazer com que o acordo passe a ser transmitido para a escrita, para a prática”.

Haverá ainda a criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação,  tais como: "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos".

Também ocorrerá a eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como: "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia".

Para os lusitanos, o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como por exemplo, nas palavras "acção", "acto", "adopção", "baptismo", "óptimo" e "Egipto" os mesmos desaparecerão.

Nós brasileiros, com os vários sotaques e vocábulos regionais espalhados pelo país, teremos que nos acostumar com algumas mudanças que, a priori, parecem estranhas. As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", teremos que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo".

O Brasil já promoveu várias modificações na estrutura escrita da língua portuguesa, nossa língua nacional, sendo a mais profunda ocorrida nos idos de 1937 e outras menores em 1946 e 1971. Algumas palavras com fonética de “f” eram escritas com “ph” e a mais lembra hoje é a pharmácia e é realmente phoda você ter de ficar lembrando a todo momento isto ou aquilo para realizar uma escrita correta para distinguir uma simples letra do alfabeto.

São oito países de língua portuguesa: Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique e Timor-Leste sem contar as várias comunidades espalhadas pelo mundo, tais como Gabão, Colombo e Macau. Temos também a Galícia região noroeste da Espanha, cito Santiago de Compostela, que falam o galego, que é bem próxima do português e na região do Douro temos o mirandês, uma variação da língua portuguesa dentro do território Português.

Esta unificação vem em decorrência da tentativa de uma melhor divulgação do idioma e a sua utilização em eventos internacionais e também na definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.

Resta saber se os portugas adoptarão estas novas regras a serem implantadas na língua portuguesa, considerando que apesar de serem os pais do idioma representam a minoria de falantes.

Portanto não pare de estudar a língua portuguesa e sobre todas as modificações que passam a vigir a partir do ano que vem.

Para quem quiser conhecer mais sobre o Mirandês: http://www.mirandes.net/
Sobre o Galego: http://www.filologia.org.br/alfredo/galegolnovo.html





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