Mais uma vez um padre da Igreja Católica é acusado de abuso sexual, nesse caso não só abuso, mas também desvio de verba de uma ONG.
Nessa sexta-feira, o padre que se manteve calado desde o início das investigações, se pronunciou a fiéis à porta de sua casa. Lancelotti negou o desvio de recursos e declarou não ter mantido um relacionamento sexual com o ex-interno da antiga Febem.
"Somos sujeitos a tantas situações difíceis, mas o que eu gostaria de pedir a todos: mantenham a sua fé. Acima de tudo, que a Igreja não seja atingida e desrespeitada", afirmou o padre.
O padre pede que a Igreja não seja desrespeitada, mas diante de acusações contra pessoas que fazem da fé cristã o que ela é hoje no mundo, como ficar sem questionar as doutrinas? Questão essa que nos faz mesmo refletir a conduta dos sacerdotes.
Edir Macedo, o casal Hernandes, vários padres americanos e agora Júlio Lancelotti. Essa acusação é hoje, manchete secundária nas páginas dos jornais, mas recordo-me do tempo em que Renascer em Cristo esteve nas primeiras páginas... POLICIAIS. Estranho não? Casos que tem pontos semelhantes e são tratados de modos diferentes.
Os pastores são bandidos, procurados da justiça e condenados, já o padre o máximo que pode acontecer é perder sua intitulação como padre. Até parece que o Congresso Nacional que julga os padres e a Corte Iraquiana os pastores, resumindo, o Padre não paga pelo seu “pecado”.