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Deise Cavignato

[ Deise Cavignato ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Acredito que é possível fazer do Brasil um país melhor

 

O que foram os Anos Dourados

O período denominado “Anos Dourados” é dividido em duas fases: antes e depois dos anos de 1970. Essa divisão ocorre porque em 1970 tiveram crises econômicas (crise do petróleo, da superprodução e do modelo fordista). Depois de 1973 a Era de Ouro nunca voltará como antes, sempre viverá em crise. Os Anos Dourados começam em 1950.

Na década de 60, na Europa Ocidental, o desemprego estacionou em 1,5% e análises apontavam para um constante crescimento. Esses anos foram o maior ciclo de crescimento observado em países de capitalismo desenvolvido.

Essa denominação “Anos Dourados” pode ser justificada como os grandes crescimentos econômicos industriais que aconteceram de repente naquela época.

Na URSS a taxa de crescimento foi veloz e as economias da Europa Ocidental também foi muito ágil. Essa velocidade foi mais rápida nos países atrasados do que nos já industrializados.

A Alemanha Oriental teve um crescimento mais devagar que a Alemanha Federal não comunista. No Bloco Oriental o PIB per capita cresceu mais rápido que os grandes países industriais capitalistas. Ainda assim, em 1960 o capitalismo avançava mais que o comunismo.

Havia uma reestruturação do capitalismo e avanço na globalização e internacionalização da economia sendo isso uma contrapartida do século anterior que era cheio de depressões e crises. No intento de imitar os EUA vários países aumentaram o desenvolvimento econômico.

Mesmo assim, analisando o crescimento econômico dos Estados Unidos ele cresceu menos do que outros países. “Na verdade, para os EUA essa foi, econômica e tecnologicamente, uma época de mais relativo retardo que de avanço”. (Hobsbawm, p.254)

O crescimento da economia em diversos países fez com que mudasse os hábitos de consumo da população e desenvolvesse ainda mais a tecnologia. Exemplos disso podemos ver que na Era do Ouro as pessoas já podiam viajar com mais facilidade por ter mais recursos financeiros e a preferência era ir às praias. “Antes da guerra, não mais de 150 mil norte-americanos viajaram para a América Central ou o Caribe em um ano, mas entre 1950 e 1970 esse número cresceu de 300 mil para 7 milhões. (US Historical Statistics, vol.I, p. 403)”

A tecnologia também mudou os costumes da população, pois com os Anos Dourados também chegou a geladeira, o freezer, a lavadora de roupas automática, a televisão, discos de vinil, relógios digitais, calculadoras de bolso a bateria, telefone e equipamentos de foto e vídeo. O plástico também começou a ser produzido no período entreguerras.  Radares e motores a jato foram construídos no mesmo período e o rádio ficou mais portátil, ele diminuiu o tamanho e também era pilha. Barcos e návios foram reformados e os computadores laptops surgiram logo depois.

As máquinas armamentistas também foram inovadas, a cada poucos meses de uso elas eram trocadas para que os EUA tivessem os armamentos mais poderosos. As indústrias farmacêuticas também criavam novas drogas para o consumo humano. Os países desenvolvidos naquela época tinham mais de 1.000 engenheiros e cientistas para cada 1 milhão de habitantes. Enquanto no Brasil, no Paquistão, Quênia e Nigéria juntos dava apenas 500 desses profissionais.

Os materiais tradicionais como, por exemplo, madeira, metal, fibras e cerâmica foram deixados de lado durante esse período, pois os consumidores só queriam as novidades tecnológicas transformando a vida de todas as pessoas que viveram nessa época em uma nova geração.

As riquezas eram divididas desiguais, mesmo em países que passavam por um grande crescimento nos Anos Dourados. Além da riqueza a comida também era distribuída desigualmente, pois houve uma superprodução em larga escala, mas havia pessoas passando fome do outro lado do mundo. A crescente urbanização e a era do automóvel também foi mundial.

Houve a ampliação do papel do Estado e o chamado pacto de “divisão” da produtividade e também o avanço tecnológico provocado pelas guerras.

Nos países com menor desenvolvimento, os Anos Dourados levaram à fome, por causa do grande índice de natalidade. Um exemplo disso é a África, assim, o mundo se familiarizou com a fome endêmica. Países do Extremo Oriente e da América Latina não produziram tanto alimento e passaram a importar dos desenvolvidos em troca de produtos agrícolas mais baratos.





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