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Mauro Moura

[ Mauro Moura ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Produtor Cultural

 

Plantar

Plante, plante muito. Plante um pouco a cada dia, em todos os momentos de sua vida.
Plante hoje, amanhã e depois também, plante sempre!
Plante inclusive novas amizades, enaltecendo a vida.

Passado mais de seis décadas de uma extração desvairada de nossas matas para a produção de carvão vegetal, abertura de áreas para formação de pasto e plantio de pinus e eucalipto, a nossa Itabira deixou literalmente de ser do Mato Dentro.

Com a perda do Pico do Cauê e a futura perda do Pico da Conceição, associada ao grande desmatamento ocorrido em nossa região, agora ressentimos destas dádivas da natureza que nos beneficiavam com ar limpo, fresco e puro da montanha, aqui incrustados na Serra do Espinhaço em que temos de um lado o calorento Vale do Aço e de outro a Serra do Cipó que nos abre as portas ao Cerrado, região esta de clima seco e mais quente que o de Itabira.

A lenha que virou carvão vegetal abasteceu os fornos da Belgo-Mineira em João Monelvade, Siderúrgica de Barão de Cocais e também a de Caeté. O Pico do Cauê, o minério de ferro, ganhou o mundo, nos restou a lama, o rejeito, em que fomos proporcionados com o que denominamos progresso. Sem a cobertura vegetal e com o rasgo das montanhas veio também a poeira, que de tanta que é não consigo mensurá-la. 

Foram-se as matas, muitas por sinal. Aquela lá do Borrachudo era impressionante, recordo-me quando ia passear com o meu pai e chegava lá pelas 16 horas ela ficava totalmente escura em seu interior, hoje é pouco mais de uma capoeira. De todas as matas de que temos notícias de Itabira, resta-nos muito pouco, a ponto de as novas gerações nem imaginarem o grande volume de área com cobertura vegetal que existia aqui.

A Prefeitura Mun. De Itabira tem feito um grande esforço para tentar reflorestar um pouco do tanto que já tivemos, o porém é que a maior parte era de Mata Atlântica e um pouco de vegetação de transição para o Cerrado. Temos aqui o programa Engenheiro Florestal, em que vem sido doado algo em torno de 200 mil mudas de eucalipto, muito louvável apesar de carecer de mais acompanhamento técnico para minimizar as perdas de mudas plantadas nas fazendas receptoras, sendo que a intenção é a de existir matas reflorestadas e assim evitar o corte da mata nativa que ainda existe.

Temos também o ECOCRÉDITO, que visa a manutenção de matas nativas dentro das fazendas em troca de benefício fiscal, caracterizando estas como corredores para a transição de animais silvestres entre as matas que ainda temos aqui.

Outro programa municipal que existe em Itabira é o Mãe Dágua, em homenagem a um córrego existente no Posto Agropecuário/Fazenda São Lourenço, local este em que foi implantado um viveiro municipal para abastecer este programa. Por meio dele já foram plantadas 25 mil mudas, com pouca perda, ao derredor dos córregos do Posto Agropecuário e do Ribeirão Pureza, buscando com isto o replantio das matas ciliares daquela micro-bacia hidrográfica, sendo o mesmo coordenado pelo SAAE, nas pessoas do Dartison Fonseca e Gilmar Cruz.

Através deles, conseguimos o plantio de mudas de quaresmeiras e ipês para formação de uma alameda na entrada da Fazenda do Pontal, buscando dar mais cor, mais vida naquele sítio. Outra ajuda preponderante foi da CVRD, através da Inês Guimarães e do Geraldo de Paula, que atendendo pedidos, providenciaram o plantio de mudas de árvores nativas no fundo da Fazenda do Pontal, formando assim um bosque e resguardando-a e dificultando o acesso por lá.

Em caminhadas pelo Distrito Industrial Mª Cassemira Andrade Lage, tenho percebido mais uma aberração humana. Enquanto alguns poucos tentam manter, preservar ou aumentar o volume de árvores em nossa cidade, alguns muitos ou poucos, não sei dizer, estão cortando o que resta de uma matinha remanescente da Fazenda do Capão. Estes indivíduos cortam as cercas, abrem picadas e chegaram ao ponto de até instalarem uma ponte sobre o Ribeirão Pureza para terem acesso a uma pequena capoeira e de lá retirarem o pouco que resta de árvores.

Deus salve as matas do Meireles, Limoeiro, São José e do Bispo!

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Comissão de Cultura de Itabira

Dia doze foi empossada a nova Comissão de Cultura de Itabira, da qual faço parte, no gabinete do prefeito municipal João Izael Querino Coelho.
Voltada para os projetos culturais que pleiteiam apoio da Lei Drummond e que deverá ter o Edital de 2008 aberto entre os meses de Março e Abril.
Na última edição foram aprovados 19 projetos, dos quais alguns já conseguiram captar os recursos e já estão sendo realizados.
Pelo que preceitua a Lei Drummond, são liberados anualmente uma média de R$150 mil e por projeto o equivalente a R$8 mil, sendo este valor limitado em 5 mil UPFI – Unidade Padrão Fiscal de Itabira.

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Drummond

Estivemos em Copacabana, Posto 6, no último dia três, para conferir o reparo na estátua do Drummond e lá estava ele de óculos novinho em folha e vigiando o calçadão.
Tal como ocorre aqui em Itabira, vira e mexe vai lá um sem o que fazer e arranca os óculos para conseguir uns trocados no ferro velho e o Genin já deve até ter montado uma ótica em seu atelier para atender a reposição de quando algum é roubado das estátuas do Drummond.

Aproveitamos também e participamos do Seminário Ecoeficiência e os Desafios da Globalização, promovido pelo jornal Valor Econômico e com participação de Bernardo Toro - Fundação Avina, Colômbia.

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MAR AZUL

B.Leza (interpretado por Cesária Évora)


Oh Mar... detá quitinho bô dixam bai
Bô dixam bai spiá nha terra
Bô dixam bai salvá nha Mâe... Oh Mar
Mar azul, subi mansinho
Lua cheia lumiam caminho
Pam ba nha terra di meu
São Vicente pequinino, pam bà braçá nha cretcheu
Oh Mar... anô passá tempo corrê
Sol raiá, lua sai
A mi ausente na terra longe... Oh Mar!





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