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Deise Cavignato

[ Deise Cavignato ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Acredito que é possível fazer do Brasil um país melhor

 

Mudanças significativas no mundo I

a. Morte do campesinato;
A mudança social mais significativa e também de maior duração, a que nos separa completamente do passado é a morte do campesinato. Desde a era neolítica a maioria da população vivia em campos e trabalhavam com agricultura, viviam de gado e de pesca. Mesmo em países mais industrializados o trabalho era todo do campo.
As partes mais desenvolvidas do mundo estavam passando por uma evolução, uma transformação tecnológica, e cultural. Isso significou para eles uma aceleração das atitudes que já achavam acostumados
Nos países agrários mais atrasados como a Europa, Bulgária e Romênia cerca de quatro em cada cinco habitantes eram os agricultores e depois, no começo dos anos 80 menos de três em cada cem britânicos ou belgas estavam na agricultura.
O trabalho rural teve uma queda muito grande através dos anos, os países mais industrializados tinham menos pessoas nos campos. A previsão de Marx que dizia que a industrialização eliminaria o campesinato estava se concretizando.
A morte do campesinato foi um “empurrão” para sair da  Idade Média, pois foi assim que as pessoas começaram a viver na cidade. Com isso grandes construções foram feitas e a urbanização aumentou muito e conseqüentemente a tecnologia também.
Os camponeses não estavam preparados para a óbvia e premeditada revolução social que aconteceu. Com essas grandes alterações eles mudaram o estilo de vida, mas um tempo foi necessário para se notar as mudanças de qualidade de vida que aquelas transformações iam proporcionar.
O declínio do campesinato foi mais ameno somente em três regiões do globo : a África subsaariana, o sul e o sudeste da Ásia continental e a China.

b. Expansão do ensino universitário e formação de um novo setor social;
Antes da II Guerra Mundial vários países desenvolvidos, como por exemplo, Alemanha França e Grã-Bretanha não tinham no total nem 150 mil universitários. Em vista da expansão do ensino superior na década de 50, as cidades urbanas ficaram lotadas e as pessoas necessitaram procurar empregos.
Com a urbanização a necessidade de se obter um curso superior se tornou prioridade. Quase todos os países mais industrializados criavam universidades para ensinar cursos profissionalizantes a população. As famílias procuravam universidades de ensino superior para seus filhos, pois essa era a melhor maneira de garantir uma renda melhor no futuro. Grande quantidade de estudantes vinham de famílias com melhores condições de vida.
Na década de 70 o número de universidades quase que dobrou. O Equador, a Filipinas e o Peru eram os países que tinham investido primeiro na educação, com mais universidades no começo dessa década.
Um novo setor social estava sendo formado com tudo isso. Um setor social de escala maior já que crescia o número de trabalhadores, a vida social estava melhor para as pessoas. A esfera social foi alterada de muitas maneiras, tanto como na educação, quanto na área trabalhista.

c. Crescimento da classe operária mundial.
Na década de 80 as classes operárias tiveram um grande crescimento. Foi a fase da “sociedade pós-industrial”. Durante todos os Anos Dourados as classes operárias continuaram estáveis, mas os Estados Unidos era a exceção que teve que conviver com um declínio da classe operária em meados de 1970. Os outros países desenvolvidos tiveram um crescimento durante 1960 a 1980.
Com o número crescente de pessoas nas universidades o mercado de trabalho também teve que se expandir. Era necessário mais professores, mais arquitetos, porque as pessoas vinham de outras cidades para a cursar a universidade que no começo da década de 70 ainda não tinha tanta. Houve a maior procura por pedreiros, administradores, faxineiros e cozinheiros nas universidades e assim em diversos setores trabalhistas. No final dos Anos Dourados havia mais operários no mundo e obviamente o maior número de empregados que o mundo já havia presenciado.

d. Ampliação feminina no mercado de trabalho.
“Em 1940, as mulheres casadas que viviam com os maridos e trabalhavam por salário somavam menos de 14% do total da população feminina dos EUA. Em 1980, eram mais da metade: a porcentagem quase duplicou entre 1950 e 1970”. (Hobsbawm, p.304)
Uma mudança totalmente significativa era o papel que as mulheres estavam tomando no mercado de trabalho. Em 1980 houve um grande crescimento das mulheres que queriam trabalhar ou já estavam nesse cenário.
No final do século XIX o trabalho em lojas, centrais telefônicas, escritórios estava totalmente feminizado. Elas trabalhavam até mesmo na agricultura e nas indústrias dos países recém-desenvolvidos que necessitavam de mão-de-obra intensiva, além disso, elas ganhavam menos e eram menos rebeldes que os homens.
Em meados dos anos 80 mais da metade dos universitários eram mulheres e com o crescimento feminino no mercado de trabalho, elas também conquistaram o direito de votar  e direitos civis iguais. Conquistaram também o direito do divórcio em 1974 e leis de aborto mais liberais em 1981. O auxílio maternidade saiu só depois de alguns anos que elas já estavam no mercado de trabalho e a pílula anticoncepcional foi essencial na atuação das mulheres na área trabalhista. Algumas até entraram na área política.
Houve então uma inversão de ocupação no mercado de trabalho, como por exemplo, os filhos mais velhos iam trabalhar para ajudar no sustento da casa e depois a mãe começou fazer esse papel. As mulheres casadas e pobres ajudavam a equilibrar os orçamentos. Em suma, as mulheres foram muito importantes para a revolução cultural e familiar mundial.





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