Na noite de sábado, dia 5 de janeiro, o promotor geral de justiça de São Paulo, Pedro Baracat, estava no carro dele junto com uma amiga, também promotora, quando foram abordados por um motoqueiro, na Avenida República do Líbano, próximo ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Foi então anunciado um assalto. Pedro reagiu e disparou dez tiros em Firmino Barbosa. O promotor arrancou com o carro, comunicou a policia e foi até o DEIC, onde prestou depoimento. Foi divulgado que foram encontrados cinco relógios e que algumas vitimas reconheceram Firmino como quem havia roubado tais objetos.
Até esse ponto, tudo leva a crer que Firmino é culpado. Mas essa é a versão do promotor. A familia de Firmino nega que ele seja ladrão. Pai de um garoto de 7 anos e com a esposa grávida de nove meses, Firmino não tem passagem pela policia. Ele estava desarmado na hora do suposto crime.
Juntando todas as informações, fiquei meio confuso, após imaginar a cena. Me coloquei no lugar do promotor e peço que você, leitor, faça o mesmo. Você está em seu carro, acompanhado de uma amiga, em uma avenida muito movimentada, perto do centro da cidade de São Paulo. De repente para um motoqueiro ao seu lado e pede seu relógio. Você saca uma arma e dispara dez tiros. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10. Tudo em legitima defesa. O que eu imaginei foi uma cena muito estranha, o que tem me causado um certo desconforto ao acompanhar o caso.
Segundo detalhe: Por enquanto, prestaram depoimento a acompanhante de Pedro e duas tenentes da Policia Militar, que foram as primeiras a atender o chamado. Ninguém que passava no local foi ouvido.
Terceiro detalhe: Falaram que Firmino havia roubado alguns dos relógios no dia anterior ao crime. Fica a pergunta: por que, na hora do suposto assalto ao promotor, ele ainda estaria com os relógios roubados no dia anterior?
O promotor está sendo investigado, pois a arma utilizada por ele pode ser de uso exclusivo do Exército.
Vamos esperar para ver as conclusões das investigações.