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Dias Miranda

[ Dias Miranda ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Desenvolveu o gosto pela escrita, e antes dos dez anos, já tinha feito uma porção de histórias, poesias e até composições musicais.

 

Ser Bom ou Ser Mau?

Talvez eu nunca desvende o mistério do bem e do mal; assim como várias pessoas nunca conseguiram, e mesmo assim, o que temos à nossa frente são ensinamentos do que é ser bom, ou talvez do que é ser mal, mas quem passa esses ensinamentos, sobre o certo ou o errado, talvez não domine suas decisões sobre o que realmente é: se é bom, se é mau. Temo dizer que na maioria das vezes estamos em “cima do muro”, e não defendemos o que realmente queremos.

Talvez o Yin Yang seja o nosso verdadeiro símbolo; o que melhor nos representa. Porque afinal, somos humanos. E de fato, nem todo bom é completamente bom; nem todo mau é completamente mau. Essa é uma questão muito complexa, e que nos faz pensar sobre em “qual lado estamos”: do lado branco com um pontinho negro ou vice-versa. Mas de quem é a culpa?“Talvez se Caim não tivesse matado Abel eu não seria ruim a tal ponto de também assassinar!” — Essa tese é defendida por muitas pessoas, e que, de uma forma ou de outra, propagam que Deus é o responsável pela existência do Bem e do Mal.

Mas a culpa é de Deus?

"As coisas seriam bem melhores se Deus não tivesse posto a Árvore do Bem e do Mal no Jardim do Éden!” — Já vi alguém falar deste modo, e que essa exclamação é rebatida por outras teses: “Deus é completamente Bom! Ele nos deu a livre escolha sobre o que queríamos, e isso prova o quanto nos Ama!” — Decerto, as pessoas, a esse respeito sempre colocam um ponto de interrogação: “Como seria a vida, sem o Conhecimento do Bem e do Mal?” — E ainda: “Por que Deus colocou aquela árvore no Éden se Ele sabia o que aconteceria?”

Mas o que é o verdadeiro conhecimento do Bem e do Mal?“O médico me recomendou fazer um pouco de exercícios todas as manhãs; fará-me bem!” — Ou quem sabe: “Ingerir muito chocolate me faz mal!”.Outros conceitos são: “É legal o casamento de homossexuais nos Estados Unidos, na África do Sul, na França... é muito natural!” — Ou: “Posso abortar quando o filho é indesejado; está dentro da lei!”

Somos bons; somos maus; somos os dois e tentamos ser mais um ou outro, mas nós muitas vezes nos enganamos com os conceitos, por exemplo: a lei dos homens não é a Lei de Deus! E assim, o conceito de bem e mal não está naquilo que só a um individuo interessa, tipo praticar esportes por fazer bem ao organismo, à estética e ao auto-estima; ou quem sabe deixar de lado comer exacerbadamente. O conceito é muito mais além, e tão além que, como disse, está do lado da lei, a lei dos homens - ser legal, não é sinônimo de ser bom, de ser um bem. O maior exemplo disso está na carnificina aos judeus durante a ditadura Nazista de Adolf Hitler, aquilo tudo era legal, tudo dentro da lei. Mesmo assim, Hitler estava certo? Foram seis milhões de homens, mulheres, crianças... Exterminados por uma culpa que não tinham, porque não tinham culpa de serem judeus ou mesmo não tinham culpa por morarem ali naquele ponto da Europa.

Hitler estava certo?

Quase 90% dos alemães estavam do lado de Hitler, porque ele era o “herói” que viera libertar a Alemanha da humilhação que passaram depois da Primeira Guerra Mundial; e, para essa grande população alemã, Hitler estava certo, além de está “tudo dentro daquela lei”.

Portanto, mesmo estando dentro da legalidade suprema daquele país europeu, Hitler era, e nunca deixara de ser o mais frio assassino; Hitler estava errado; e a população que consentia, também.

Durante uma aula sobre Fascismo e Nazismo, numa classe de jovens séculos depois da Segunda Grande Guerra, um aluno perguntou ao professor depois de terem discutido a fio essa questão que passou da história à moralidade: “Professor, mas Hitler não achava está certo? Não quero dizer que concordo com aquela horrível chacina, na qual reprovo. Mas minha mãe me disse que aquilo que acreditamos está certo, está de fato, certo!” — Da mesma forma que o primeiro, outro aluno levantou e falou com voz rápida e determinada: “Você não pode matar pessoas porque acredita que está certo! Você não pode roubar o vizinho só porque ele é rico e você não, e achar que isso é justo!” — O professor meio que indeciso sobre o que iria responder, cambaleou de um lado mas falou decidido: “Você deve fazer sempre o certo e isso independe sobre o que você pensa ou deixa de pensar, porque o certo é sempre o certo!” E do mesmo jeito daquele primeiro aluno, existem pessoas que fazem o errado pensando estarem certos, por acreditarem estarem certos, porque muitas vezes não abriram os olhos para discernir o bem e o mal. E você não pode fazer o errado para depois querer repor com um bem. Ninguém pode querer imitar Robin Hood roubando os ricos para dar aos pobres pensando está fazendo um bem; isso só existe em alguns contos infantis!

Mesmo assim, a partir daí está instalado um outro conceito popular sobre o Bem e o Mal: “O certo pra mim é o certo e pronto!” — E assim a maioria das pessoas age conforme seus preceitos.O pior de tudo isso é que os meios de convivência justificam os fins – isto é – o meio de vida facilita opiniões precipitadas que se tornam sérias. Digo isso porque desde criança vivi diante disso, assim como você também. Quer um exemplo? Mesmo sabendo que Jerry (dos desenhos animados Tom and Jerry) sempre infernizava a vida do Tom (na maioria dos episódios), eu torcia sempre para o Jerry, porque eu gostava mais dele. Quer um outro exemplo? Nos filmes do Texas, é sempre mais interessante assistir o bandido estourar os miolos das pessoas que nada têm haver naquilo tudo. Ou mesmo quando assistimos filmes de Stallonne, Jet Li ou Jack Chan... Sempre gostamos de ver aquela luta toda, e só nos contentamos quando vemos o sangue escorrendo pelo corpo do outro.Você poderia se perguntar: “Mas é certo fazer tudo aquilo?” — Claro que não é! Mas com certeza eles não produziriam aquilo se a maioria das pessoas não os aguardasse como os aguardam!E a questão é que ficou tão banal essa história do Bem e do Mal que já vi jovens brigando seriamente tentando imitar golpes do Rambo e entres outros super-heróis, que eles admiram.

A mídia coloca em foco a questão do “Ser Mal”, e aquilo penetra na mente de cada um, e acabam perdendo o poder de escolha.“Quero ser Bom ou Mau?” — E vão esquecendo dos Dez Mandamentos da Lei de Deus, a única Lei que devemos honrar mais que tudo, e não fazemos isso.O conceito de ser bom é fazer sempre o correto, o direito... Que não beneficie primordialmente à própria pessoa, mas àquele que está do lado também. E que, embora muitos procuram o caminho largo e vistoso, devemos entrar naquele estreito, cheio de pedras, mas que nos fazem crescer espiritualmente – como dizem alguns: “Provações da vida”. Mas acontece que não vemos isso nos dias de hoje, e o que vemos são os erros coletivos, um erra e o outro observa, e depois erra da mesma forma também. E assim sempre alguém estará por perto para dizermos: “Errei por culpa dele!” — E nunca vemos: “Se eu tivesse pensado um pouco mais, talvez não caísse no mesmo erro dele, porque teria observado que aquilo era ruim, levava ao mal...!”.E mais uma vez, essas indecisões que ficaram tão à vista, devido aos inúmeros fatores que enfatizam o lado ruim, ficamos na dúvida: “Eu sou Bom ou sou Mau?” — Ou quem sabe uma questão ainda mais séria: “O que devo fazer para tentar ser Bom?”.Humanidade, Sociedade, Televisão... Pensando bem, cada um é responsável pelos seus atos, mesmo que seja tão difícil viver num mundo tão desumano!  





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