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Paulo Hijo

[ Paulo Hijo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Uma boa literatura pode resultar muito benefícios; e a leitura, que é um processo de divertimento, proporciona tanto o repouso, a suspensão da fadiga, assim como a catarse e a educação.

 

A Minha Primeira Vez

Há pessoas que se sentam e esperam as coisas acontecerem. Há outras que esperam que as coisas venham até elas. Outras vão atrás do que necessitam ou daquilo que se interessam. E para todos, ao menos uma vez na vida, aparece a grande chance de mudar o rumo da vida. Muitas vezes para melhor. Acontece que, nem todos estão no lugar certo, no momento certo, quando surge uma grande oportunidade.

Muitas vezes, talvez por não nos conhecermos, não nos damos o devido valor. Às vezes, nós nos pegamos dizendo algo como "Vê lá! Quem sou para conseguir fazer isso?" ou "Quem sou eu para ter isso?" Eu, um simples mortal, sempre andava me depreciando.

Como nasci sem talento - já escrevi sobre isso em outro lugar - sempre via os outros como mais capazes e inteligentes. Mas um convite mudou a minha vida e me fez descobrir que posso fazer algo que não fazia e que sou capaz de ser, não por inteiro ainda, um escritor. Falta muito para ser um, mas não vou desistir. Considero-me quase um escritor.

Então, no início de março de 2007, "Gosto de Ler", na pessoa do senhor Wallace Moura - ainda não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente -, me convidou para ser colunista. Aceitei e vi que, sob pressão, conseguia escrever alguma coisa.

Passei a praticar a arte de escrever. Por vezes, a crônica não sai de acordo, mas mesmo assim publico. Algumas vezes, é raro, depois de publicado o texto, leio e me surpreendo. Então me pergunto, "Será que sou mesmo o autor deste texto?"

Julgava que não liam as minhas publicações. Mas, os e-mails e os comentários adicionados me desmentiram. Muitos dos comentários, tanto os que recebo por e-mails quanto os adicionados na minha página, são incentivadores. Quando posso, releio os comentários para me sentir fortalecido e encorajado a escrever mais.

Depois que passei a ser bem lido, comecei a receber convites para participar de encontros de escritores. Hoje faço parte da Academia Popular de Letras do Grande ABC". Recentemente, fui convidado a fazer parte de uma cooperativa de escritores e artistas da Grande São Paulo. Aceitei e me elegeram o presidente da entidade. Participei de vários recitais, mas sempre como ouvinte. Sou tímido e não tinha coragem de apresentar o meu trabalho.

No dia 27 de fevereiro, fui assistir um recital realizado pela Diretoria de Cultura de Mauá, no belo Teatro Municipal. Assim que cheguei, Francisco, um dos organizadores, me segurou na entrada e me pediu que apresentasse alguma coisa minha. Disse a ele que tinha ido só para ver e que não escrevia poesia. Ele disse para eu contar ao público duas ou três crônicas curtas publicadas no "Gosto de Ler".

Fiz de tudo para não me apresentar. Dei várias desculpas. Puxa, fico corado só de pensar em enfrentar um público, e olha que não eram poucas as pessoas na audiência. Diante das insistências do Francisco, aceitei e pedi que me colocasse por último, na esperança, que até lá, o publico tivesse diminuído.

O recital começou às 19 horas e foi até às 22 horas. Foram várias poesias declamadas. E foram três horas angustiantes para mim. Quando foi se aproximando o final, peguei um casal de poetas, Márcia Plana e Macário Vangélis, e pedi a eles para apresentar um breve diálogo de minha autoria. Pronto, a minha agonia se acabou quando aceitaram o meu convite. Estava livre. Que alívio!

Mas, alguma coisa passou a me inquietar. Havia concordado em me apresentar e agora estava desistindo da luta. Estava me sentindo um traidor, um medroso e fracassado. No meu interior, fervilhava algo que muito me incomodava. Eu tinha um compromisso e não ia cumprir. Aquilo acabara de mexer com a minha honra, se é que ainda tinha uma.

Quando finalmente, Marco Moreira e Iracema, que brilhantemente apresentavam a cerimônia, começaram a falar do próximo a se apresentar, vi que falavam de mim. Quando ouvi o meu nome, respirei fundo, tomei coragem, me levantei, fiz sinal para o casal de poetas esperar, me dirigi para frente do público.

Não tive coragem de subir no palco. E para evitar falar ao microfone, me coloquei entre o palco e o auditório, na parte de baixo. Apresentei-me e contei dois casos engraçados. Riram bastante. Depois, chamei o casal para fazer a leitura do breve diálogo.

Foi a primeira vez que falei de meu trabalho a um público. Foi gratificante receber aplausos. Penso em não mais recusar a falar em recitais e encontros literários. Descobri que, falar em público requer prática. Devo me acostumar a isso, e para isso, devo falar mais em público e ao público.

No dia seguinte da minha apresentação, que julguei pífia, Francisco, por telefone, me disse que a minha apresentação tinha tido uma boa repercussão, o que deixou muito lisonjeado.

Hoje sou grato ao Wallace Moura e Francisco. O primeiro é da cidade de Parnamirim, Rio Grande do Norte. O segundo é de Mauá, São Paulo. Foram eles que me fizeram descobrir a minha pequena, mas grandiosa capacidade de fazer algo que não fazia e não sabia que sabia fazer.





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