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Geórgia Gomide, A morena-alemã das telas e do palco que o Brasil amou!!!
Uma das veteranas da televisão brasileira, a bela e talentosa Geórgia Gomide (na verdade Elfriede Heléne Gomide Witecy, de pais alemães) foi estrela e também vilã inesquecível em algumas novelas da Tupi. Desde a década de 60 atua em novelas (sua estréia foi em 1962 em Os Filhos de Eduardo dirigida por Wanda Kosmo), década em que também estréia no Cinema Nacional. Seu beijo na boca com Vera Fischer (A Superfêma, 1973), foi assunto nacional e surpreendeu o Brasil. Já em 1954 foi eleita a Miss Clube Pinheiros. Durante as décadas de 50 a 70, a TV Tupi foi uma poderosa rede de televisão, com novelas de sucesso e com um elenco estelar. Entre tantas atrizes que brilharam nos folhetins da emissora está o nome de Geórgia Gomide: Redenção, a novela que parou o Brasil de 1966 a 1968, teve Geórgia em destaque, emprestada para TV Excelsior (praxe da época) na mais longa novela da história da TV Brasileira. Dona de forte carga dramática, aliada a uma beleza bem exótica, a atriz passou também por outras emissoras, como Globo e SBT, sempre com atuações expressivas. Com carreira também no teatro, Geórgia Gomide estreou em novelas em 1963, em `Moulin Rouge, A Vida de Tolouse Lautrec”, de Geraldo Vietri. De lá para cá, atuou em cerca de 40 produções, sendo alguns pontos altos de sua careira na telinha as novelas `A Fábrica´ (1961), `Éramos Seis´ (1977), ‘Aritana´ (1978), `Gaivotas´ (1979) e `Vereda Tropical´ (1984, como a inesquecível Dona Bina). A atriz chega ao cinema também em 63 na co-produção Alemanha/Brasil, `Mord in Rio´(Noites Quentes de Copacabana), com direção de Horst Hãchler. Depois de atuar em `Quatro Brasileiros em Paris´ , de Geraldo Vietri, em 1965, tem papel de destaque em `Corisco, O Diabo Loiro´, de Carlos Coimbra, em 1969. Na década de 70, Geórgia Gomide marca presença nas pornochanchadas, as comédias e dramas eróticos de sucesso, atuando em O Sexo mora ao lado, de Ody Fraga. A atriz atua também em filme do mestre José Mojica Marins, o Zé do Caixão, em “Exorcismo Negro, em 1975, até hoje a mais cara produção de terror já realizada no Brasil. Os também atores Dionísio Azevedo, Paulo Figueiredo e Flávio Migliaccio foram os outros diretores com quem trabalhou. Georgia Hoje: feliz e sem ressentimentos
Georgia hoje acaba de completar 70 anos e mora confortavelmente em São Paulo no bairro do Sumaré. Seu grave problema de visão a faz atualmente só fazer algumas participações em novelas (em 2006 apareceu em A Diarista e Linha Direta) ou alguns programas de auditório (Luciana Gimenez dedicou todo um programa dedicado a ela). Sempre bonita e reverenciada por seu séqüito de fãs, tem orgulho de seu filho único Daniel Goldfinger, de 31 anos. Em 2003 foi entrevistada por Jô Soares, que lhe deu um beijo na boca “faz 11 anos que eu não beijava”, declarou na época.  Para Flash, Geórgia declara, com exclusividade: “Não tenho mágoa nenhuma, trabalhei muito, este ano sai minha biografia pela Imprensa Oficial, ganhei o Roquete Pinto e todas as homenagens que uma atriz pode ter. Acabei de voltar da Europa e Leste Europeu onde comemorei meus 70 anos e revi minha família alemã. Adoro trabalhar e aceito e aguardo os convites. Estou feliz”
(filmografia) - `Mord in Rio´ (Noites Quentes de Copacabana – 1963), de Horst Hãchler; - `Quatro Brasileiros em Paris´ (1965), de Geraldo Vietri; - `Corisco, O Diabo Loiro´ (1969), de Carlos Coimbra; - `A Super Fêmea´ (1973), de Aníbal Massaini Neto; - `O Exorcismo Negro´ (1974), de José Mojica Marins; - `O Sexo mora ao lado´ (1975), de Ody Fraga; - ´Chão Bruto´ (1976), de Dionísio Azevedo; - `Sexo, sua única arma´ (1981), de Geraldo Vietri; - `O Médium´ (1983), de Paulo Figueiredo; - `Os Trapalhões na Terra dos Monstros´ (1989). |