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Almir Moreira

[ Almir Moreira ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Politicamente Correto, eis a questão.

 

A barganha do escritor

Hoje, a chuva cai como pedras em meu telhado fraco, onde as ripas cheias de cupim dão o desgaste de meus tormentos. Onde o céu cinza, onde as árvores se movem em um ritmo cauteloso meio que enlouquente, onde a poeira escondida se move, onde a escrita não é mais escrita, é sim um desgaste físico meio que brutal nos ossos encardidos de sofrimento.

Onde o frio não é mais frio, é aquele arpão que devolve ferimentos imperceptíveis aos olhos de quem não precisa ver, onde aquele que só sente suas dores, suas amarguras escondidas no olhar o ator que interpreta sentimentos; Momentos; Ilusões.

Da inconsequência meia que brutal, dos pesares meio que individuais, a caneta é amiga, no rítimo sonoro da chuva, no rítmo mediocre dos meus pensamentos, o escritor é quem sabe, o escritor é quem sente... os instintos inconsequêntes dessa vida atribulada em que vivemos. Ele é quem sabe, ele é quem vê; E se pode sentir a necessidade infinda de felicidade, ele retrocede suas expectativas ilusórias, no momento certo, onde os dedos tornam seres obcecados, onde o suor desce frio, onde o momento certo está para chegar; Ele sabe, ele é quem sente o momento certo de interpretar os seus sentimentos na medida do possível e esquecer que o mundo não é mais mundo, e sim uma máquina de escrever. 





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