Uma lei que proíbe os motoristas de guiarem após consumo de qualquer quantidade de álcool só depende da aprovação do presidente Lula.
Essa lei vem com muito atraso. Aliás, leis que visam maior segurança no trânsito, pois os números não são animadores. Somente em São Paulo, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública Estadual, no primeiro trimestre de 2008 foram 35 432 acidentes de trânsito com vitimas que se feriram. E foram 1080 acidentes em que a infração foi considerada como um homícidio culposo. Se a lei for aprovada, os motoristas embriagados que causarem mortes serão indiciados por homícidio doloso, quando há a intenção de matar.
Nas rodovias federais, nos últimos seis feriados prolongados, foram 86 mortes e 857 feridas, em 1.345 acidentes nos 61 mil quilômetros de rodovias. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, em 70% dos acidentes com mortes é detectada a presença de álcool em pelo menos uma das partes envolvidas.
Crimes de trânsito devem ser punidos com mais rigor e a fiscalização deve ser mais intensa. Além, claro, da conscientização e educação dos motoristas, pois somente assim esses números irão cair.