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A decadência dos grandes
Há alguns anos, times tradicionais, considerados os "grandes brasileiros", têm sofrido com a falta de qualidade dos elencos formados. Fluminense, Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Atlético Mineiro, Coritiba, Corinthians... Todos foram rebaixados, mas voltaram à elite do futebol brasileiro (o Corinthians tem grandes chances de voltar a série A em 2009), enquanto outros "grandes" não tiveram o mesmo destino, como o Bahia, Santa Cruz, Paysandu e Guarani. Em 2008, Fluminense, Vasco, Santos e Atlético Paranaense têm lutado desde o início do Campeonato Brasileiro para sair da zona de rebaixamento. O que há em comum nesses times? As contratações. TODOS tiveram as manchas na história quando deixaram de lado o que têm de melhor: os jovens. Todos os melhores elencos das histórias dos times foram formados por jovens das categorias de base: o Santos de Pelé, o Palmeiras de Ademir da Guia, o Flamengo de Zico, entre outros times que chegaram ao ápice comandados pelos "garotos". E foi assim que o Palmeiras voltou à primeira divisão do Brasileirão, sendo campeão da série B em 2003, foi assim que o Santos quebrou o jejum de títulos em 2002. Mas, mesmo assim, os grandes insistem na fórmula do erro: investir em medalhões, jogadores sem identificação com o clube, tratando a categoria de base como um problema, e não como solução. E o resultado é sempre o mesmo: sofrimento dos torcedores e fracas campanhas nos torneios. |