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Anderson Lima

[ Anderson Lima ]
Aprender, ensinar, mudar e melhorar. Podemos tirar uma lição de tudo o que acontece com a gente, sejam coisas boas ou ruins. E é assim que levo minha vida, um aprendizado contante.

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A guerra entre policias

Protesto. Reivindicação. Eleição. Tensão. Agonia. Horror.

Esse era o clima ontem na região do Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo. Policiais civis, em greve há um mais de mês, protestavam reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho, entre outros itens. Mas no dia 16/10/2008, a situação saiu da normalidade.

Os grevistas queriam ser atendidos pelo Governador de São Paulo, José Serra. Incitados pela Força Sindical, liderada por "Paulinho da Força", grevistas iniciaram uma caminhada rumo ao Palácio. Porém, a região é uma área de segurança e todos os tipos de protestos são proibidos na região. Mas, ainda assim, os grevistas iniciaram a subida da avenida que fica na lateral da sede do governo, a Avenida Padre Lebret.

Às 16hs começou a guerra. Policiais civis e outros manifestantes (O governador José Serra acusou haver integrantes da CUT e da Força Sindical no protesto) começaram a subida. Encontraram a primeira barreira humana da Polícia Militar. Os PMs, nesse primeiros instante, formava uma barreira com soldados desarmados. Logo, o primeiro bloqueio foi furado. O segundo era formado por policiais com escudos e cacetetes. Também foi furado e a caminhada foi ficando mais violenta.

Quando alcançaram a porta do Hospital Albert Einstein, o caos tomou conta da avenida. Policiais civis e militares começaram uma verdadeira batalha. Carros da polícia civil surgiam do meio dos manifestantes e eram jogados contra os PMs, que continuavam bloqueando o caminho. Ao mesmo tempo, os soldados militares arremessavam bombas de efeito moral e disparavam tiros de bala de borracha para dispersar a multidão. Por 15 minutos, a região do Estádio do Morumbi se tornou um palco de guerra. Bombas explodiam, tiros eram disparados, policiais corriam para cima e para baixo. Viaturas arrancavam e colocavam em risco a integridade física de todos que estavam no protesto.

 

Um pequeno grupo de grevistas conseguia furar esse terceiro bloqueio, com viaturas e até ônibus blindados da Tropa de Choque. A Cavalaria chegou para interceptar esses manifestantes e evitar que eles se aproximassem do Palácio.
E toda essa guerra em frente a um Hospital.

O trânsito na região foi totalmente interditado. As pessoas não sabiam o que estava acontecendo a poucos metros de onde estavam.

Após o tumulto, o clima começou a acalmar. Depois de minutos de tensão e guerra, mais de 20 feridos. O caos estava concretizado. A região parecia uma bairro do Iraque. Eram policiais armados por todos os lados, espalhados entre viaturas e ônibus da Tropa de Choque, que faziam um bloqueio total da região. O cheiro de medo estava no ar. Tensão. Nervos à flor da pele. Aqueles que deveriam estar protegendo a população, na verdade, estavam lutando entre si, em uma guerra violenta e assustadora.
Às 20hs, a situação voltou a normalizar, após a decisão dos manifestantes de acabar com o protesto em frente à sede do governo.
A comissão grevista iria se reunir na sexta-feira, 17/10, para discutir se a greve terá continuidade ou não.

As fotos do confronto foram encontradas no site da Globo, nesses link e nesse, onde você pode encontrar mais imagens e vídeos dessa guerra.

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