Neste final de semana, 17 e 18 de Outubro, a Vale promoveu o Seminário com os órgãos de imprensa do interior de Minas Gerais que atuam em sua área de influência. Foram vários palestrantes e dentre os mesmo citamos os abaixo:
Iniciado pela palestra de Humberto Werneck, onde o mesmo discorre sobre “Os desafios na cobertura jornalística”, que parte da pauta ao texto final afirmando que a mesma é sempre melhor de forma coletiva e que nela os interessados têm de ficar atentos pelas coisas simples e ela deve ser escrita. Outra afirmativa do escritor é a de que “se não houver jornalismo de qualidade não há leitor, anunciante e consequentemente jornal.
Após a palestra, Humberto Werneck concedeu momento para autógrafo do seu livro intitulado “O desatino da rapaziada”.
Hiram Firmino apresentou “Cobertura jornalística de meio ambiente”, editor da revista JB Ecológico, afirma que em futuro próximo estes cadernos especiais não deverão existir mais e que o assunto será tratado cotidianamente e de forma natural.
Flamínio Fantini palestrou sobre “A responsabilidade da imprensa na construção diária da realidade” e Maurício Correa sobre “Cobertura jornalística de sustentabilidade”.
Paulo Hadad com o tema “Desafios econômicos da mineração nas comunidades”, apresentou dados alarmantes, citando que 170 municípios de Minas Gerais possuem PIB per capita a 30% da média do País, vários na região leste do estado, dados do IBGE de 2004, e que a seu ver existem duas formas de atenuar esta situação.
A primeira forma é por meio dos programas compensatórios, temos a nível nacional o Bolsa Família e a Previdência Rural para os municípios necessitados, sendo este inclusive uma forma de atenuar o êxodo rural.
A segunda forma são os recursos destinados aos municípios pela transferência de recursos da União por meio do Fundo de Participação dos Municípios – FPM com a arrecadação dos vários impostos federais.
Afirmando que “o crescimento de uma região não é um fato corriqueiro, normal e deve ser comemorado” e que a partir de 1945 o Brasil só teve dois momentos de crescimento, nos anos JK e no chamado milagre brasileiro com os milicos.
Neste momento de agruras na economia mundial, o Professor Hadad informou que a Aracruz já adiou a instalação de sua nova planta industrial na região de Governador Valadares, que após o advento da globalização mundial a economia brasileira está menos diversificada e que atualmente só existem cinquenta grandes projetos econômicos no Brasil.
Sobre Itabira informou que de sessenta mil pessoas da força de trabalho a Vale emprega seis mil e quinhentas, demonstrando assim a força que gera a partir de um grande empreendimento e que nos próximos quinze dias será apresentado um plano de desenvolvimento para a cidade que vem vivendo a mais de sessenta anos sob a influência do extrativismo mineral.
Aproveitando o momento, foram proferidas as palestras com o geólogo Júlio Nery, “Passo a passo da mineração de ferro e os cuidados ambientais envolvidos na operação”, onde discorreu sob as maneiras de como se instala a operação para extração em uma mina de minério de ferro, e a evolução do quadro de pessoal que atende e utiliza os equipamentos, que devem ter qualificação escolar além de passar em por reciclagem constante.
Apresentaram também o projeto para a utilização da antiga mina de Águas Claras, já desativada, transformando-a em área para instalação de um novo centro urbano da Região Metropolitana de Belo Horizonte e que o mesmo encontra-se em fase de aprovação nos órgãos de controle do meio ambiente.
O Projeto Águas Claras tenta mostrar que é possível gerar um segundo ciclo econômico em áreas mineradas, aproveitando o remanescente das mesmas após a sua revitalização. A proposta é que o projeto seja implementado ao longo de vinte anos, contando com a proximidade de Nova Lima e Belo Horizonte. Situado próximo à Mata do Jambreiro, que tem 912 hectares e é uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural, a este projeto está sendo reservado 2.066 hectares, dos quais utilizará apenas 194 hectares, além da formação de lago na antiga cava da mina. Estão previstos dentro deste novo centro urbano área residencial, comercial, de ensino e pesquisa, parque urbano, parque de feiras, área de hotelaria e para a infra-estrutura será destina cerca de 40 hectares para o abastecimento de água, coleta e tratamento do esgoto sanitário, coleta de resíduos sólidos urbanos, distribuição de energia elétrica, coleta de drenagem pluvial e para o sistema viário, utilizando inclusive o antigo trecho do ramal ferroviário como uma nova avenida de acesso a Belo Horizonte.