Texto: Gênesis 11: 1-9; 12: 1-9
Na busca constante por “um lugar ao sol” no dia-a-dia, onde precisamos estar cada vez mais à altura de competirmos com qualquer pessoa, seja no trabalho, escola, faculdade ou na sociedade, a fim de conseguir as tão sonhadas realização de sonhos e projetos e estabilidade financeira, social e familiar, nunca paramos para nos perguntar: o que, afinal, estou construindo?
Talvez você não esteja entendendo nada, a princípio, porém, medite com o coração nesta mensagem que segue abaixo.
Alguns estudiosos identificam a torre nesta narrativa com o templo zigurate de Madruque, na Babilônia, com altura entre 91 e 99 metros. As torres da Mesopotâmia (zigurates) foram construídas com escadas para a descida dos deuses. A palavra Babel deriva-se do hebraico “balal”, que significa “misturado” ou “confuso”. Mais tarde, os babilônios interpretaram Babel com o significado de “portão de deus”.
Os homens reuniram-se para construir uma “torre... aos céus” (Gn 11: 4a), demonstrando um esforço monumental motivado pelo orgulho. “Tornemos célebre o nosso nome” (11:4b) denota a busca pela fama. Eles estavam tentando obter relevância e imortalidade nos seus feitos, porém, apenas Deus pode dar um nome eterno àqueles que engrandecem o Seu nome. Aqueles homens construíram a torre como um monumento a sua própria grandeza, algo para ser visto por todo mundo.
A torre de Babel foi uma grande conquista humana, uma maravilha do mundo. No entanto, era um monumento para engrandecer pessoas e não a Deus.
Podemos construir monumentos para nós mesmos (roupas caras, grandiosas mansões, carros luxuosos, empregos importantes) a fim de chamar a atenção para as nossas realizações. Estas coisas podem não estar erradas em si mesmas, mas quando as utilizamos para promover nossa identidade e valor, elas tomam o lugar de Deus em nossa vida. Somos livres para prosperar em muitas áreas, mas não para pensar em tomar o lugar de Deus. Quais torres você tem construído?
Nessa passagem, aprendemos algumas lições importantes, como:
1. “Construir Torres” é uma busca frenética pela própria fama; é uma tentativa de auto-engrandecimento;
2. É uma tentativa egocêntrica de construir a própria história à parte de Deus, objetivando promover sua identidade e valor;
3. É uma maneira de o homem ser “deus” de si mesmo.
Ao ser chamado por Deus, Abraão pela fé mudou-se de UR dos Caldeus para Harã e, finalmente para Canaã. Deus disse que não apenas esta nação seria abençoada, mas também o seriam todas as nações da terra, através dos descendentes de Abraão (12: 1-3). Deus prometeu abençoar Abraão e torná-lo famoso. O que os construtores em Babel almejavam fazer com suas próprias forças, Deus concedeu na sua graça soberana. Mas havia uma condição: ele teria que obedecer a Deus completamente. Isto significava deixar casa e amigos e viajar para uma nova terra, até então, desconhecida. Abraão obedeceu e partiu em direção à promessa de Deus, para um futuro de bênçãos ainda maiores (12: 1).
Ao fim das promessas que Deus havia feito, Abraão construiu um altar ao Senhor (12: 7). Os altares eram utilizados em muitas religiões, mas, para o povo de Deus, eles significavam muito mais do que locais de sacrifícios – simbolizavam comunhão com Deus e a comemoração de notáveis encontros com Ele. Feito de rochas firmes e terra, eles permaneciam em seus lugares durante muitos anos como um contínuo lembrete da proteção e promessas de Deus.
Abraão construía regularmente altares a Deus com dois propósitos: (1) para oração e adoração e (2) como lembrança das promessas das bênçãos de Deus.
Construir altares ajudava Abraão a lembrar-se de que Deus era o centro de sua vida. Com o exemplo e Abraão, aprendemos que:
1. “Construir Altares” é renovar, com regularidade, o seu amor e lealdade a Deus;
2. É lembrar constantemente das promessas de Deus e viver nelas, independente do momento;
3. É lembrar-se de que Deus é o centro de nossa vida.
O culto regular a Deus nos ajuda a refletir sobre a vontade de Deus e motiva-nos a obedecer-lhe.
Após a dedicação na construção da torre, o que aqueles homens conseguiram foi a famosa “confusão de línguas” e foram espalhados por toda a terra, e cada um passou a ter um idioma diferente do outro. Até hoje não se sabe o nome de nenhum dos homens que almejaram “tornarem célebres os seus próprios nomes”. O que eles conseguiram foi registrar na história o nome de BABEL, que significa “mistura” ou “confusão”.
Já o patriarca Abraão, na sua empreitada, conseguiu a conquista de CANAÃ, lugar que “mana leite e mel”, lugar da provisão de Deus.
O que você está construindo: TORRES ou ALTARES? Analise essas duas histórias e veja onde você está e o que você precisa fazer.