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Natal/RN: Artesãos se unem e viabilizam novo shopping na Praia dos Artistas
Apesar do calçadão da Praia dos Artistas ser lentamente derrubado pela água do mar, levando perigo às pessoas que trafegam pelo local, os artesãos do centro de artesanato da praia, que fica localizado em frente ao trecho do calçadão que foi derrubado, se mobilizaram para construir, sem ajuda alguma dos órgãos públicos, um verdadeiro shopping no local onde era realizada uma pequena feira de artesanato pelos comerciantes. O custo total para a realização do projeto de é de R$ 1,5 milhão, dividido entre os investidores, que contribuíram cada um com R$ 13 mil. Os recursos foram financiados pelo Banco do Brasil.
O modesto espaço, onde eram vendidos objetos fabricados pelos artistas locais, já começou a se transformar em um dos mais belos locais para visitação entre os pontos turísticos de Natal. As pequenas vendas saem de cena e entram as lojas amplas e padronizadas, o terreno baldio se transforma em um cômodo estacionamento, várias iguarias que serão oferecidas como opção para o turista. A cada dia que passa, a expectativa dos investidores é melhor.
O novo ponto turístico da capital tem previsão para ser inaugurado no dia 20 de dezembro desse ano. Além das lojas dos artesãos, o local vai comportar dois restaurantes na entrada do prédio, uma praça de alimentação com mais oito petiscarias especializadas na culinária local, um auditório com espaço para 120 pessoas, que será destinado à realização de eventos, e ainda um estacionamento privado para levar mais comodidade e segurança aos visitantes.
As informações são do presidente da Associação dos Comerciantes do Centro de Artesanato da Praia dos Artistas, Tarcísio Lucena. Ele ainda adiantou que o novo ambiente também vai fornecer mini-cursos de comerciário para funcionários de lojas, realizar eventos culturais e levar atrações musicais, que deverão se apresentar na praça de alimentação. "Já temos 12 eventos marcados para o início do ano que vem, entre exposições de artes, livros e obras artísticas em geral. Com essas atividades e as outras que realizaremos, vamos atrair natalenses e turistas para o shopping", declarou.
Tarcísio também falou sobre a valorização do local após a obra. "Antes, uma loja aqui era vendida R$ 5 mil, hoje, mesmo antes de concluído, esse valor já subiu para R$ 20 mil", comparou o presidente da Associação, que também informou uma parceria fechada com prestadora de serviços a serem implantados no novo espaço. " Outra facilidade que daremos aos clientes é a comodidade de poder realizar operações bancárias e de correspondência aqui. Já estão confirmados caixas eletrônicos do Banco do Brasil, do Bradesco e do Banco 24 horas. Além disso, também teremos, provavelmente, uma agência dos Correios", informou.
Outro detalhe especial, que já começa a dar resultados, mesmo antes da conclusão do projeto, é a parte visual e de climatização. "O teto todo de alumínio, os corredores espaçosos e as entradas de ar estratégicas, deixarão o ambiente bem arejado e agradável visualmente, proporcionando satisfação, tanto nas pessoas que trabalham aqui como nos visitantes", comentou o representante dos artesãos.
Iniciativa
Sem contar com auxílio da prefeitura e do governo do Estado que, de acordo com os comerciantes, não viam no Centro de Artesanato um local para atração turística, os artesãos decidiram se unir e financiar o próprio sonho de transformar o pequeno ponto de vendas em um verdadeiro shopping.
A luta foi difícil. Inicialmente, os pequenos comerciantes, que se tornaram verdadeiros investidores, passaram por dificuldades quando procuraram crédito no Banco do Brasil, em Natal, para o financiamento do projeto. Tarcísio conta que, sem sucesso nas tentativas que fez nas agências do BB da capital potiguar, o grupo só conseguiu respaldo quando foi à Brasília.
"Passamos por muitas dificuldades, ao tentar o crédito, mas, em Brasília, as portas se abriram. O gerente do banco nos deu toda assistência. Ele gostou da iniciativa e nos ajudou com o financiamento", revelou Tarcísio, que ainda frisou a falta de apoio de órgãos públicos. "Não recebemos apoio de ninguém, essa é uma iniciativa somente dos artesãos, é um espaço privado", enfatizou. "Temos também a garantia de tudo está sendo realizado dentro da lei. Passamos por uma avaliação da Semurb (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) e tivemos a liberação da obra", concluiu.
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